- 31 de março de 2026
PMs são presos em operação contra o tráfico que movimentou R$ 40 milhões
A Operação Abadon, que investiga um esquema interestadual de tráfico de drogas no Norte do país, resultou na prisão de dois policiais militares apontados como integrantes da organização criminosa. Foram detidos Fernando Henrique da Silva Albernas e José das Graças Peres Monteiro, suspeitos de participação direta no grupo que abastecia a facção Família Terror do Amapá (FTA).
]As investigações também têm como principal alvo o guarda municipal Pedro de Morais Santos Garcia, considerado líder da organização e responsável pela logística do tráfico. Segundo o delegado Stefano Santos, ele utilizava o cargo público como forma de encobrir as atividades criminosas. “Ele fazia prisões e, ao mesmo tempo, coordenava o tráfico no Amapá, sendo o maior fornecedor interno”, afirmou.
De acordo com a polícia, Fernando Henrique da Silva Albernas atuava no núcleo operacional do esquema e já havia sido preso em uma fase anterior da investigação. Contra ele, a Justiça autorizou mandados de prisão e de busca e apreensão, inclusive em endereços no Pará.
Já José das Graças Peres Monteiro teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Amapá. A decisão aponta indícios de participação em organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro. Segundo o Judiciário, a medida é necessária para garantir a ordem pública e impedir a continuidade das atividades ilegais.
O grupo investigado atuava no envio de cocaína e crack entre Macapá e Santana, utilizando embarcações e escondendo drogas em objetos comuns para dificultar a fiscalização. Além do tráfico, o esquema envolvia lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e uso de “laranjas”, com movimentação estimada em R$ 40 milhões.
A operação resultou no cumprimento de dezenas de ordens judiciais, incluindo 54 mandados de prisão preventiva e 64 de busca e apreensão. Também foram apreendidos veículos blindados, imóveis de luxo, dinheiro em espécie e ativos financeiros ligados ao grupo.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e desarticular completamente a organização criminosa.