- 23 de dezembro de 2025
Pets: festas de fim de ano pedem cuidados redobrados com os animais
Fogos de artifício, maior circulação de pessoas, alimentos e, na Amazônia, o início do período de chuvas intensas tornam as festas de fim de ano um momento de atenção redobrada para tutores de cães e gatos. A combinação desses fatores aumenta o estresse dos animais e eleva o risco de acidentes, problemas de saúde e alterações comportamentais.
Entre os principais fatores de risco estão os fogos de artifício. O barulho intenso, os clarões e as vibrações costumam provocar respostas imediatas de medo e ansiedade nos pets, que podem apresentar tremores, respiração ofegante, salivação excessiva, inquietação, vocalização intensa e tentativas de fuga. Em situações mais graves, há registros de automutilação e acidentes domésticos.
Para reduzir os impactos, a recomendação é manter os animais em ambientes internos, seguros e com o mínimo de estímulos externos. Espaços confortáveis, com objetos familiares, e o uso de sons neutros, como música ambiente ou ventiladores, ajudam a atenuar o ruído dos fogos.
Segundo o médico veterinário e professor Manoel Soares, esse conjunto de estímulos costuma ser interpretado pelos animais como ameaça. “Os estímulos do fim de ano são intensos, variados e, muitas vezes, inesperados para os animais”, explica.
O uso de medicamentos calmantes deve ser feito apenas sob orientação veterinária, já que a automedicação pode agravar o quadro de estresse ou provocar efeitos adversos. A escolha do tratamento depende do histórico clínico, da idade e das condições de saúde de cada animal.
A alimentação típica das festas também representa um risco significativo. Alimentos como chocolate, uvas, uvas-passas, carnes gordurosas ou muito temperadas e ossos cozidos estão associados a intoxicações, problemas gastrointestinais, pancreatite e até insuficiência renal. Esses quadros costumam aumentar a demanda por atendimentos veterinários de emergência no período.
A orientação geral é manter a dieta habitual dos animais. Caso haja oferta de alimentos naturais, ela deve ser moderada e restrita a opções seguras, como pequenas porções de frutas permitidas e carnes sem tempero, respeitando sempre as particularidades de cada pet.
Com o início das chuvas mais intensas, a umidade favorece doenças de pele, otites e a proliferação de parasitas. Ambientes secos, limpos e bem ventilados ajudam a reduzir esses riscos. Após contato com chuva, lama ou poças d’água, a secagem completa da pelagem é uma medida simples, mas eficaz na prevenção de infecções.
Para tutores que pretendem viajar, a atenção deve se estender à vacinação, vermifugação e controle de parasitas, além do transporte adequado dos animais. No caso de hospedagem em locais especializados, é recomendado verificar previamente as condições de higiene, segurança e manejo dos pets.
Mudanças na rotina, ambientes diferentes e maior fluxo de pessoas podem provocar ansiedade, irritabilidade e alterações no apetite. No entanto, sinais como vômitos persistentes, diarreia intensa, convulsões, dificuldade respiratória, letargia acentuada ou suspeita de ingestão de substâncias tóxicas exigem atendimento veterinário imediato.
O planejamento prévio e a adoção de medidas preventivas são apontados como as principais estratégias para garantir que as celebrações de fim de ano ocorram sem comprometer o bem-estar dos animais.