• 13 de janeiro de 2026

Paraense é morta pelo cunhado no MT; família pede ajuda para transladar corpo ao Pará

A família de Laila Carolina Souza da Conceição, de 29 anos, iniciou uma arrecadação para transladar o corpo da jovem do Mato Grosso para o Pará. Ela foi morta a facadas no último domingo (11) pelo próprio cunhado, identificado como Gutemberg, que já se encontra preso pelas autoridades de Nova Maringá.

Para viabilizar o transporte, a meta da campanha é atingir 28 mil reais. O valor visa cobrir os custos logísticos entre os estados e garantir o sepultamento em Santa Bárbara do Pará, além de custear o deslocamento dos três filhos da vítima, que deverão ser entregues aos cuidados da avó materna. Atualmente, as crianças estão abrigadas em uma unidade de acolhimento mato-grossense aguardando o encerramento dos trâmites jurídicos. As contribuições podem ser enviadas via Pix para o CPF 602.719.492-87, em nome de Maria Milena Santos de Souza.

De acordo com relatos de parentes, a assessora comercial sofria com perseguições e o comportamento obsessivo do agressor antes do crime. Por conta disso, Laila pretendia retornar ao Pará para fugir do isolamento e da insegurança que sentia no interior do Mato Grosso. Segundo informações da polícia, a vítima sofreu pelo menos 15 facadas; inclusive, um dos filhos estava em estado de choque quando as autoridades chegaram ao local por ter presenciado o crime.

Em paralelo, a Polícia Civil investiga o caso e já descartou rumores de envolvimento amoroso entre a vítima e o suspeito. A dinâmica do homicídio segue sob apuração para consolidar o inquérito e a responsabilização criminal do autor. Assim que os recursos forem obtidos, o transporte do corpo será realizado por via aérea até Belém, seguindo em trecho terrestre até o destino final. A prioridade da família, agora, é garantir que os órfãos cheguem em segurança para retomar a rotina na Região Metropolitana.

Caso na Justiça

Quanto aos desdobramentos jurídicos, a Justiça decretou a prisão preventiva de Gutemberg durante audiência de custódia realizada na última segunda-feira (12). O juiz Daniel Campos Silva de Siqueira fundamentou a decisão na gravidade concreta do feminicídio e no histórico criminal do agressor, que já respondia por ameaças e desacato.

O magistrado destacou, ainda, que o crime ocorreu com extrema violência em contexto familiar. A tentativa de fuga após o ato e a insuficiência de medidas cautelares alternativas justificaram a manutenção da detenção para garantir a ordem pública.

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