- 6 de fevereiro de 2026
Pará se destaca na lista de foragidos por feminicídio com os nomes de 27 procurados
Um levantamento do G1 revelou nesta quinta-feira 336 condenados ou suspeitos de feminicídio procurados pela Justiça brasileira, com mandados de prisão em aberto, incluindo 27 casos no Pará. É o quarto estado com maior número na lista. Esses foragidos representam falhas no cumprimento de ordens judiciais, apesar da identificação da autoria na maioria dos casos.
O Pará destaca-se com 27 mandados pendentes, majoritariamente preventivos, extraídos do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça, abrangendo crimes de 1990 a 2023. Embora nomes específicos dos paraenses não sejam detalhados publicamente na reportagem principal do G1, o estado reflete o padrão nacional de impunidade em feminicídios e tentativas, com vítimas assassinadas por motivos de gênero, como ciúmes ou violência doméstica.
Esses casos ocorrem em um contexto local de alta violência contra mulheres: em 2025, o Brasil bateu recorde com 1.530 feminicídios (média de 4 por dia), e o Pará figura entre os mais afetados historicamente, com aumento de 20% em 2018, segundo dados do Monitor da Violência.
O G1 analisou 293.419 de 307.738 mandados ativos do CNJ até fim de 2025, filtrando por tipificação de feminicídio (art. 121, §2º, VI, CP), via scripts em Python, excluindo duplicatas e cumpridos. Dos 336 restantes: 260 preventivos, 28 recapturas, 19 com trânsito em julgado, e outros temporários ou definitivos.
Desafios
São Paulo lidera a lista com 108 casos, seguido de Bahia (32) e Maranhão (28). Em 19 situações, condenações são definitivas, mas foragidos persistem, expondo gargalos no cumprimento policial, não na investigação.
Especialistas como a delegada Eugênia Villa, citada pelo G1, destacam: “Autoria delineada, mas prisões não cumpridas”, em meio a recordes de feminicídios apesar de leis endurecidas em 2024 (penas até 40 anos).
Na quinta-feira (5), governo, Congresso e Judiciário lançaram o “Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio” (“Todos Por Todas”), focando prevenção, proteção e responsabilização. No Pará, ações estaduais contra violência doméstica são urgentes para capturar esses 27 e evitar mais tragédias.
OS PARAENSES FORAGIDOS:
- Ademir Oliveira de Almeida. Desde 2/11/2023
- Adenilson Rodrigues de Andrade. Desde 13/5/2021
- Antônio Marcos Alves Pereira. Desde 15/3/2022
- Antônio Oliva Baía. Desde 8/5/2023.
- Antônio Viana. Desde 16/3/2022.
- Bruno Henrique Castro Fonseca. Desde 15/12/2023.
- Chedivaldo Bernardo Nascimento. Desde 28/11/2023.
- Claudio Siqueira Gonçalves. Desde 15/6/2018.
- Cleber Alves da Silva. Desde 20/7/2022.
- Cleomar Pereira Dutra. Desde 30/4/2019.
- Denis Cleves Lima Mendes. Desde 12/2/2024.
- Edilson Dourado Batista. Desde 10/2/2023.
- Elisandro Pereira Alves. Desde 28/11/2023.
- Francinaldo Oliveira de Sousa. Desde 10/5/2018.
- Geraldino Vieira Batista. Desde 3/11/2021.
- Jacirley Gonçalves Guedes. Desde 31/3/2022.
- João Guilherme da Silva Pantoja. Desde 29/10/2023.
- José Carlos Caldeira do Nascimento. Desde 4/5/2023.
- José Cláudio Ferreira Matos. Desde 31/3/2022.
- Josivaldo Freitas Martins. Desde 13/3/2021.
- Lucivaldo Araújo Quaresma. Desde 13/4/2023.
- Marcelino dos Santos Carvalho Filho. Desde 15/12/2021.
- Raimundo Medeiros Lima. Desde 18/5/2018.
- Raimundo Nonato dos Remédios Nunes. Desde 6/9/2018.
- Rosemiro Quaresma Silva. Desde 14/10/2022.
- Rosinaldo da Silva Ferreira. Desde 27/4/2018.
- Samuel Rodrigues de Sousa. Desde 20/8/2021.
Fonte: G1