- 10 de março de 2026
Operação do ICMBio e Ibama aplica mais de R$ 110 milhões em multas a serrarias no Pará
Em duas semanas, a operação ‘Maravalha’, realizada em conjunto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já resultou na apreensão de mais de 15 mil m³ de madeira e na aplicação de R$ 110 milhões em multas por irregularidades em serrarias no Pará.
A ação, que começou 24 de fevereiro, tem como foco o combate à exploração, beneficiamento e comercialização ilegal de madeira e vistoriou madeireiras nos municípios de Senador José Porfírio, Trairão e Anapu, no sudoeste do estado.
Segundos os órgãos, muitas das madeireiras operavam de forma clandestina, sem a devida documentação ou comprovação da origem da madeira.
Em duas semanas de fiscalização, as equipes do Ibama e do ICMBio verificaram cerca de 70 estabelecimentos, e todos apresentaram algum tipo de irregularidade.
Entre as infrações identificadas estão fraudes no sistema de controle de produtos florestais, depósitos de madeira sem comprovação de origem e serrarias sem licença ambiental.
A Operação Maravalha também detectou indícios da atuação de uma organização criminosa voltada à extração e comércio ilegal de madeira, inclusive em áreas protegidas.
ICMBio e Ibama informaram que a madeira serrada e em toras apreendida será doada ao Exército Brasileiro e a prefeituras, como a de Altamira, que planeja utilizar o material para construir e reformar escolas na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio.
Durante a operação, foi registrado um caso de tentativa de suborno a uma equipe do Ibama. Na última quarta-feira (4), um madeireiro foi preso em flagrante após oferecer R$ 150 mil para tentar de evitar uma autuação.

Ele foi levado para a sede da Polícia Federal (PF) em Altamira e está à disposição da Justiça, pois a fiscalização comprovou diversas irregularidades em sua madeireira.
A operação conta com o apoio da Força Nacional de Segurança Pública, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), do Exército Brasileiro e da Polícia Militar do Pará (PM). A fiscalização está em andamento, com novas ações de vistoria para desarticular esquemas de exploração ilegal na região.