• 31 de janeiro de 2026

Negão, Abacate, Caramelo: após morte de Orelha, país registra pelo menos cinco cães atacados em uma semana

Foto: Divulgação e Reprodução

A notícia sobre o assassinato brutal do cachorro comunitário Orelha, em Florianópolis (SC), chamou a atenção do país. Desde que o caso ocorrido no início do mês e investigado pela Polícia Civil veio à tona, pelo menos outros cinco episódios de violência contra cães ganharam projeção na última semana. Três animais não resistiram aos ataques e morreram.

Assim como o episódio contra o Orelha, dois dos novos casos foram registrados na região Sul, além de dois no Sudeste e outros dois no Nordeste.

Negão

Na última terça-feira, um cachorro comunitário, conhecido como Negão, foi atingido por um disparo feito por um policial militar durante uma abordagem no bairro Barrinha, em Campo Bom, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O animal foi resgatado pela ONG Campo Bom Pra Cachorro e encaminhado a uma clínica veterinária parceira, onde permanece internado.

Segundo a vereadora Kayanne Braga, que acompanha a ocorrência, a Brigada Militar realizava uma abordagem a moradores da região por volta das 20h30. Durante a ação, um dos policiais teria dado um passo para trás e pisado na pata do cachorro, que reagiu com um grito.

De acordo com o relato da parlamentar ao G1, o animal não teria avançado contra os agentes, mesmo com outros cães presentes no local. Ainda assim, o policial efetuou o disparo. A vereadora afirmou que a área é ribeirinha e concentra diversos animais comunitários desde a enchente de 2024. O momento do disparo foi registrado por uma câmera de segurança instalada na rua, e as imagens passaram a circular nas redes sociais, gerando revolta.

O caso é investigado pela Corregedoria-Geral da Brigada Militar, após determinação da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul. Segundo 32º Batalhão da Brigada Militar, o cão que estava na via pública teria investido contra a guarnição e causado uma lesão na perna direita de uma policial, em razão de mordida. Para cessar a investida, um dos policiais teria efetuado um disparo com munição não letal. A corporação informou ainda que os envolvidos foram encaminhados para a realização de exames de lesões corporais e, posteriormente, à delegacia. As circunstâncias da abordagem seguem em apuração.

Abacate

Também na terça-feira, outro cachorro comunitário foi agredido e não sobreviveu ao ataque. O animal chamado Abacate foi atingido por tiros em Toledo, no Paraná. Coordenadora de Proteção e Defesa Animal do município, Cinthia Moura informou, em suas redes sociais, que transeuntes acharam o cão ferido pela manhã e o socorreram, mas ele não resistiu aos ferimentos.

De acordo com Cinthia, o cão era cuidado por habitantes do bairro Tocantins, que o levaram para uma clínica veterinária, onde ele foi operado em caráter de emergência, numa tentativa de salvá-lo. A coordenadora relatou que foi procurada pela médica veterinária responsável pelo atendimento. O caso é investigado pela Polícia Civil do Paraná.

Caramelo

Na quarta-feira, um cão foi assassinado a tiros na Zona Leste de São Paulo. Caramelo, como era chamado pelos moradores do bairro Jardim Três Marias, foi baleado pelo menos dez vezes próximo à Avenida Ragueb Chohfi. Até o momento, o autor dos disparos não foi identificado.

Segundo o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada e, no local, encontrou um segurança de shopping. O funcionário relatou que o atirador discutia e empurrava uma mulher e que, em meio à confusão, o cachorro passou a latir intensamente.

Ao ser aberto o portão de saída do shopping, o animal correu para fora, momento em que o homem que discutia com a mulher sacou uma arma e efetuou os disparos. Após a agressão, o atirador deixou o local.

Zico

No dia seguinte, mais um episódio fatal foi registrado. O cachorro Zico foi esfaqueado na Barra dos Coqueiros, em Aracaju. A Guarda Municipal informou que os golpes foram efetuados com um facão por um morador, que foi identificado por meio das câmeras de segurança. O animal morreu na noite de quinta-feira e o suspeito foi preso preventivamente na sexta.

Como mostrou o portal g1, o Departamento de Proteção Animal da Barra afirmou que o animal foi resgatado e encaminhado para atendimento veterinário em Aracaju, onde passou por cirurgias, após ter o globo ocular e o focinho atingidos, mas não resistiuO. O corpo do cão será periciado, e a Polícia Civil está investigando o caso.

Outro caso

Um animal cuidado pela vizinhança de Ponte Alta, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, foi esfaqueado na noite de quinta-feira. A informação é do g1, que noticiou que um homem de 46 anos foi preso por suspeita do crime.

A Polícia Militar foi acionada por uma moradora, que denunciou a agressão e socorreu o cachorro em sua residência. De acordo com os agentes, a mulher indicou onde o suspeito estava. Ele foi localizado em Barra Mansa, cidade vizinha, e conduzido para a delegacia, onde apresentou marcas em uma das pernas e disse aos policiais que teria sido mordido pelo cão. O suspeito foi autuado por maus-tratos a animais. O estado de saúde do animal é desconhecido.

(Com informações da Agência O Globo)

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