- 4 de março de 2026
Mais de 30 suspeitos de integrar facção criminosa são presos durante operação no Pará
Mais uma fase da operação “Coalizão pela Paz” foi realizada no Pará com o objetivo de cumprir mandados de prisão preventiva contra investigados por envolvimento com organização criminosa. A ação contou com a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Pará (FICCO) e da Polícia Civil. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJPA).
Ao todo, foram expedidos 104 mandados de prisão contra alvos no Pará e em outros estados, como Rio de Janeiro, Santa Catarina, Goiás, São Paulo, Maranhão, Amazonas e Ceará. A operação mobilizou mais de 250 policiais e teve desdobramentos na Região Metropolitana de Belém e em cidades do interior. Até o momento, 33 pessoas foram presas.
“Todas foram indiciadas pelo delito de integrar organização criminosa. Durante as diligências, uma mulher que não era alvo da operação chegou a ser presa em flagrante por tráfico de drogas. Ela foi localizada em Salinas e assumiu comercializar o entorpecente”, explicou o delegado da Polícia Civil Vitor Fontes, da FICCO/PA.
De acordo com as investigações, os detidos são suspeitos de integrar uma facção criminosa. Entre eles está um homem apontado como responsável por planejar e coordenar ações violentas do grupo, incluindo ataques contra agentes de segurança pública.
“Prendemos um dos principais idealizadores de missões de uma facção criminosa, responsável por atuar no planejamento e execução de ações violentas promovidas pela facção, principalmente em atentados contra agentes da segurança pública. Os presos vão passar pelos procedimentos cabíveis de praxe e serão colocados à disposição da Justiça”, detalhou o delegado da Polícia Federal Lucas Sales, integrante da FICCO/PA.
Os presos na Região Metropolitana de Belém foram levados para a Divisão Estadual de Narcóticos. Já os demais foram encaminhados para delegacias nas cidades onde os mandados foram cumpridos. Durante a operação, também foram apreendidos celulares e outros equipamentos eletrônicos, que serão analisados pela polícia para dar continuidade às investigações.