• 4 de dezembro de 2025

Jovem paraense morre após contrair raiva humana durante viagem ao Amapá; caso é o terceiro registrado no país em 2025

foto: Reprodução/Redes Sociais

A morte de Matheus Santa Rosa dos Santos, de 24 anos, foi confirmada nesta quinta-feira (4) pela Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa). O jovem paraense, natural de São Caetano de Odivelas, não resistiu às complicações da raiva humana após ser mordido por um macaco durante uma pescaria na região de Oiapoque, no Amapá, onde havia se mudado há três meses em busca de melhores oportunidades.

O sepultamento ocorreu na tarde desta quinta-feira, na área rural do município onde Matheus nasceu e vivia com a família. De acordo com a Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa), o ataque aconteceu em uma área isolada de manguezal no Cabo Orange. Dias após a mordida, o jovem apresentou sinais de encefalite viral aguda e precisou ser transferido para Belém. Ele ficou internado por duas semanas na UTI do Hospital Universitário Barros Barreto, referência no tratamento de doenças infecciosas.

A necropsia foi realizada pelo Serviço de Verificação de Óbito (SVO), no bairro do Mangueirão. Amostras biológicas coletadas serão analisadas pelo Laboratório Central do Pará (Lacen) para confirmar a presença do vírus e identificar possíveis variantes. Exames anteriores, feitos pelo Instituto Pasteur, em São Paulo, já haviam indicado a infecção por meio da técnica RT-PCR.

A Sespa ressaltou que as ações de bloqueio epidemiológico cabem ao estado onde ocorreu a exposição, neste caso, o Amapá, que já foi oficialmente notificado. O Pará não registrava casos de raiva humana desde 2023.

O Ministério da Saúde informou que esta é a terceira morte por raiva humana no Brasil em 2025 e a primeira na região Amazônica. Os outros dois casos ocorreram no Ceará e em Pernambuco, ambos após ataques de saguis infectados por variantes silvestres do vírus. A pasta afirma manter estoques de vacina e soro antirrábico e segue monitorando as variantes em circulação, majoritariamente de origem silvestre. Entre 2010 e 2024, o país registrou 48 casos da doença, a maior parte ligada a morcegos.

A raiva humana é uma doença quase sempre fatal, transmitida por mamíferos infectados, como macacos, cães e morcegos, principalmente por mordidas ou arranhões. Os primeiros sintomas incluem febre, dor de cabeça, agitação e espasmos musculares. O Ministério da Saúde reforça a orientação para que qualquer pessoa agredida por animais silvestres procure atendimento médico imediatamente, a fim de iniciar o protocolo de vacinação e soro disponibilizado gratuitamente pelo SUS.

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