- 22 de novembro de 2025
Imagens mostram tornozeleira de Bolsonaro danificada
A tornozeleira eletrônica do ex-presidente Jair Bolsonaro foi substituída na madrugada deste sábado (22) após uma violação considerada grave pelo Centro Integrado de Monitoração Eletrônica do Distrito Federal, que acionou autoridades e a escolta responsável. O alerta ocorreu às 0h07 e foi confirmado pouco mais de uma hora depois, levando à troca imediata do equipamento.
Investigações preliminares indicam tentativa de rompimento da carcaça utilizando materiais de soldagem, o que será analisado pela Polícia Federal. O episódio foi determinante para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decretou a prisão preventiva de Bolsonaro poucas horas após o incidente.
Na decisão, Moraes afirmou que o alerta sugeria intenção de fuga, agravada pela vigília convocada por Flávio Bolsonaro em frente à residência do pai, considerada capaz de gerar tumulto e facilitar uma eventual saída. O ministro também relembrou que Bolsonaro buscou abrigo na Embaixada da Hungria em fevereiro e teria planejado fugir para a Embaixada da Argentina para solicitar asilo.
O despacho cita ainda a recente fuga de aliados, como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro, como indicativo de risco concreto. Moraes destacou que a casa do ex-presidente está a cerca de 13 quilômetros da área que concentra embaixadas, trajeto percorrido em poucos minutos.
Pela Lei de Execução Penal, monitorados são obrigados a manter o equipamento íntegro e autorizar inspeção imediata em caso de alerta — o que, segundo a decisão, não ocorreu. Bolsonaro afirmou que manipulou a tornozeleira por curiosidade.
A Polícia Federal dará continuidade às perícias e apurações sobre a tentativa de violação do dispositivo.