- 11 de janeiro de 2026
Helder Barbalho decreta luto oficial de três dias e lamenta morte de Irmã Henriqueta
O governador do Pará, Helder Barbalho, decretou luto oficial de três dias pela morte da irmã Henriqueta, registrada no sábado (10), após um acidente de trânsito ocorrido no Nordeste do país. A decisão foi anunciada pelo próprio governador, que lamentou a perda nas redes sociais.
“Recebo com profunda tristeza a notícia do falecimento da irmã Henriqueta, uma das maiores referências na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em nosso Estado”, escreveu. “Decreto luto oficial de três dias. Manifesto solidariedade aos familiares, amigos e a todos que seguem sua missão”, completou.
Também no sábado, o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona divulgou uma nota confirmando a morte de sua presidente, Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, conhecida como Irmã Henriqueta. Segundo a instituição, ela foi vítima de um acidente de trânsito na rodovia BR-230, na Paraíba. O carro em que ela estava capotou por volta das 17h, próximo à entrada do distrito de Galante, enquanto seguia de Campina Grande para João Pessoa.
No comunicado, o instituto destacou a trajetória de dedicação da religiosa. “Imã Henriqueta certamente está em paz e na luz eterna, junto ao amado bispo Dom Azcona. Ela abriu mão de ter uma vida pessoal para se doar aos que mais precisavam de ajuda. Empenhada verdadeiramente na busca pela justiça e paz, ela dedicou sua vida a ajudar os outros, principalmente os mais vulneráveis, e ao combate ao abuso e exploração infantojuvenil, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, violência contra a mulher e idosos, racismo e discriminação por qualquer meio”.
Ministério dos Direitos Humanos se manifesta
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania também divulgou nota lamentando a morte de Irmã Henriqueta, definida como “referência histórica na defesa dos direitos humanos no Brasil, especialmente na proteção de crianças e adolescentes na Amazônia”.
No texto, o ministério destaca que a religiosa teve uma trajetória marcada pelo compromisso e pela atuação direta junto às populações mais vulneráveis, dedicando a vida ao combate à violência sexual, à exploração de crianças e adolescentes e a outras violações de direitos. “No estado do Pará, foi uma liderança fundamental na articulação de redes de proteção, no diálogo com instituições públicas e na mobilização da sociedade civil”, afirma a nota.
A pasta também ressaltou que a atuação de Irmã Henriqueta ultrapassou o campo institucional e inspirou produções culturais, como o filme Manas, que levou ao debate público a violência sexual contra meninas e mulheres na Amazônia. “A partida de irmã Henriqueta representa uma perda imensurável para o Brasil e para todos os que atuam na promoção e defesa dos direitos humanos”, conclui o ministério, ao se solidarizar com familiares, amigos e instituições impactadas por sua trajetória.
Reconhecida no Brasil e no exterior pela atuação na defesa dos direitos humanos, Irmã Henriqueta era religiosa e professora. Ela percorria com frequência municípios do interior do Pará, especialmente no arquipélago do Marajó, onde realizava palestras e ajudava a organizar redes de proteção social.