• 31 de janeiro de 2026

Faculdades de São Paulo passam a restringir uso de celulares nas aulas de graduação

Foto: Paula Giolito / Agência O Globo

A ESPM e o Insper, duas instituições de ensino superior de São Paulo, passaram a adotar neste semestre novas regras para restringir o uso de celulares em sala de aula nos cursos de graduação. As aulas começam na próxima semana e as normas valem apenas para atividades presenciais. Na ESPM, a coordenação da graduação informou que celulares, notebooks e tablets devem permanecer guardados e no modo silencioso durante as aulas. O uso dos dispositivos só é permitido com autorização do professor e exclusivamente para fins pedagógicos.

De acordo com a instituição, o descumprimento das regras pode resultar em advertência, conforme previsto no contrato pedagógico. A escola também recomenda que os estudantes façam anotações em cadernos, como forma de estimular a memória, a concentração e a organização das ideias.

Em comunicado aos alunos, a ESPM afirma que a medida busca organizar o uso de dispositivos eletrônicos diante do aumento do tempo de exposição às telas e dos impactos sobre a atenção e a saúde mental. O texto também menciona riscos associados ao uso passivo de tecnologias digitais e de ferramentas de inteligência artificial, que poderiam levar ao chamado sedentarismo cognitivo.

A instituição informou ainda que não se trata de uma proibição total. Segundo a ESPM, a iniciativa está alinhada ao Plano Diretor Acadêmico, que prioriza a autonomia do estudante e a orientação sobre boas práticas no uso da tecnologia.

O Insper também anunciou mudanças nas regras para o uso de celulares na graduação. A decisão foi comunicada por e-mail aos alunos e não se aplica aos cursos de pós-graduação. Conforme a instituição, celulares e outros dispositivos eletrônicos não poderão ser utilizados durante as aulas, salvo quando houver autorização do professor para atividades relacionadas ao conteúdo ou à organização da turma.

Diferentemente da ESPM, o Insper não prevê advertências formais. Caberá ao professor intervir quando o uso do celular prejudicar o andamento da aula, sem aplicação de punições automáticas. Notebooks e tablets seguem liberados.

Segundo o Insper, a decisão foi influenciada pela Lei nº 15.100, de 13 de janeiro de 2025, que proibiu o uso de celulares em escolas da educação básica em todo o país, embora a norma não alcance o ensino superior. A instituição afirma ainda que a medida responde a relatos de docentes sobre prejuízos à atenção dos alunos e à dinâmica das aulas, além de se apoiar em pesquisas que associam a restrição do uso de celulares à melhora no desempenho acadêmico.

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