- 23 de maio de 2026
Estudante de medicina é investigado por suposta atuação irregular como médico em hospital da Marinha
A Marinha do Brasil instaurou uma investigação interna para esclarecer a presença e a possível atuação irregular de um estudante de medicina em atividades médicas dentro de uma unidade hospitalar militar, em Belém. O procedimento ocorre por meio de um Inquérito Policial Militar (IPM), aberto após o recebimento de informações encaminhadas por outros órgãos.
No centro da apuração está Wesllem Henrique Piedade Mesquita, aluno ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA). Conforme informações obtidas pela reportagem e relatos apresentados na denúncia, ele teria ingressado no serviço militar obrigatório destinado à área da saúde e passado a desempenhar funções compatíveis com o exercício da medicina sem ter concluído oficialmente a graduação nem obtido registro profissional.
De acordo com a denúncia, o estudante teria avançado até a etapa final do curso, porém sem cumprir integralmente todos os módulos e componentes acadêmicos exigidos para a formação, o que teria impedido a colação de grau. Mesmo sem a conclusão formal da graduação, ele teria ingressado no processo de seleção para o serviço militar obrigatório destinado a profissionais da área da saúde, sendo posteriormente incorporado à Marinha. Ainda segundo o relato, após participar das etapas de treinamento e integração, o estudante teria passado a atuar no hospital da instituição há cerca de cinco meses, até que a situação fosse identificada nesta semana. A informação é de que ele foi afastado das atividades enquanto o caso é analisado.
Em nota, a Marinha informou que tomou conhecimento dos fatos no dia 14 de maio de 2026 e que solicitou esclarecimentos à Universidade Federal do Pará (UFPA) e à Junta Militar de Recrutamento. A instituição afirmou que conduz a apuração com base nos princípios da legalidade, da ética, da transparência e da legislação vigente.
Também procurado, o Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA) esclareceu que suspeitas de exercício ilegal da medicina devem ser investigadas pelas autoridades policiais, responsáveis pela apuração e eventual responsabilização criminal dos envolvidos. O órgão destacou que sua atuação se limita à fiscalização ética e profissional de médicos regularmente inscritos.