• 2 de abril de 2026

Em Belém, Ceia da Semana Santa ficou mais cara e preço dos ovos de páscoa subiram 25%

Reprodução: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos no Pará aponta que a ceia da Semana Santa de 2026 está mais cara em Belém, com aumentos expressivos em itens tradicionais e forte variação de preços entre estabelecimentos. Ao mesmo tempo, produtos de Páscoa à base de chocolate acumulam inflação próxima de 25% nos últimos 12 meses, pressionando o orçamento dos consumidores.

De acordo com a pesquisa, que comparou os preços médios de março de 2026 com o mesmo período de 2025, a maioria dos itens típicos registrou alta acima da inflação geral, estimada em cerca de 3,8%. Os maiores aumentos foram observados na batata lavada (37,09%) e no bacalhau do Porto (14,80%), seguidos pelo chester (5,09%) e pelo peru (4,42%). Esses produtos, bastante consumidos na data, são apontados como os principais responsáveis pelo encarecimento da ceia.

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda, como o azeite (-26,44%), o frango congelado (-8,30%), o pirarucu salgado (-3,98%) e o frango resfriado (-2,74%). Ainda assim, segundo o DIEESE/PA, essas reduções não compensam as altas nos produtos centrais da Semana Santa.

A análise do órgão indica que o comportamento dos preços reflete tanto fatores sazonais, como o aumento da demanda por pescados, quanto pressões mais amplas na cadeia de alimentos. O destaque para o bacalhau, tradicional na data, e para itens complementares como a batata evidencia que o impacto no custo final da ceia é generalizado.

Chocolate mais caro e com grande variação de preços

Além dos alimentos tradicionais, os produtos de Páscoa também apresentam aumento significativo. A entidade identificou reajustes expressivos e não uniformes nos preços de ovos de chocolate, caixas de bombons e tabletes comercializados na capital paraense.

A alta está diretamente ligada ao encarecimento do cacau no mercado internacional, causado por problemas climáticos em regiões produtoras da África Ocidental, o que reduziu a oferta global e elevou os custos da matéria-prima.

Levantamento realizado nos dias 6 e 7 de março em supermercados e lojas da Grande Belém mostra que a diferença de preços para o mesmo produto pode ultrapassar 20%. Entre os exemplos:

  • O ovo Serenata de Amor (213g) varia de R$ 59,35 a R$ 69,99;
  • O ovo Caribe (229g) vai de R$ 83,09 a R$ 105,00;
  • O ovo Diamante Negro (163g) oscila entre R$ 56,68 e R$ 89,47;
  • O ovo Favoritos (540g) pode chegar a até R$ 124,99.

As caixas de bombons aparecem como alternativa mais acessível, com preços entre R$ 13,85 e R$ 21,49, enquanto os tabletes variam, em média, de R$ 8,99 a R$ 13,36. Já produtos de marcas premium, como Cacau Show e Kopenhagen, podem ultrapassar R$ 400, dependendo do peso e da composição.

Orientação ao consumidor

Diante do cenário, o Dieese recomenda que os consumidores pesquisem preços em diferentes estabelecimentos, antecipem as compras e avaliem substituições, especialmente entre tipos de pescado e marcas de chocolate. A orientação é priorizar itens com menor variação ou em queda, estratégia que pode gerar economia significativa, sobretudo diante das diferenças de preços superiores a 20% encontradas no mercado local.

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