• 2 de dezembro de 2025

Descoberta brasileira: veneno de marimbondo pode ajudar no tratamento do Alzheimer

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), descobriram que um composto extraído do veneno de marimbondo pode representar uma nova frente de combate à Doença de Alzheimer e com potencial para frear a progressão da enfermidade.

O responsável pelo achado é um peptídeo chamado Octovespina, adaptado a partir de uma substância presente na peçonha do marimbondo. Testes preliminares mostraram que a Octovespina é capaz de reduzir a formação de placas de Beta‑amiloide proteínas que se acumulam no cérebro e prejudicam a comunicação entre neurônios, principal marca do Alzheimer.

O projeto conta com um aporte de R$ 1,1 milhão da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) e também recebe suporte do governo federal. Com esses recursos, a equipe pretende avançar para testes em modelos biológicos mais complexos e, posteriormente, chegar à etapa de ensaios clínicos com voluntários.

A expectativa dos pesquisadores é produzir a Octovespina de forma totalmente sintética em laboratório, eliminando a necessidade do veneno natural e garantindo um processo mais seguro, ético e sustentável. Se os resultados continuarem promissores, a descoberta pode abrir caminho para novas abordagens no tratamento de doenças neurodegenerativas, incluindo o Alzheimer e outras condições relacionadas à inflamação e ao estresse oxidativo no cérebro.

Para além de interferir na beta-amiloide, os cientistas ressaltam que o uso do veneno diretamente no organismo é inviável, a pesquisa trabalha com a substância isolada em laboratório, de forma controlada e segura. O próximo passo consiste em aprofundar os estudos, inclusive avaliando possíveis efeitos da Octovespina em pacientes, algo que depende de aprovação para ensaios clínicos.

O avanço representa um exemplo do valor terapêutico que pode emergir da biodiversidade nacional. Se os resultados se confirmarem, a expectativa é de que esse peptídeo se transforme em uma nova opção de tratamento, ou ao menos de contenção, para milhares de pessoas no Brasil e no mundo afetadas pela doença.

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