• 28 de março de 2026

Deputada Renilce Nicodemos esclarece caso de arma em aeroporto, requentado por site nacional

Reprodução

A redação do portal Cidade091 entrou em contato com a deputada federal Renilce Nicodemos neste sábado (28) para esclarecer informações divulgadas por um veículo nacional sobre um episódio ocorrido em 2023, envolvendo a identificação de uma arma de fogo durante inspeção de segurança no aeroporto.

Segundo a parlamentar, a abordagem recente do caso não reflete o estágio atual do processo nem considera elementos já documentados nos autos. De acordo com sua versão, à época, ela possuía registro da arma e autorização para porte, concedida anteriormente em razão de ameaças à sua integridade física.

A deputada contextualiza que a medida de proteção foi adotada em meio a conflitos com o ex-deputado Wladimir Costa, conhecido como Wlad, a quem denunciou por perseguição. Ele chegou a ser preso posteriormente, o que, segundo ela, reforçou a necessidade de cautelas adicionais com sua segurança pessoal.

Sobre o episódio no aeroporto, a defesa da parlamentar afirma que não houve uso indevido da arma nem prática de crime. Conforme esclarecido, houve a identificação de uma pendência administrativa relacionada à renovação do porte no momento da inspeção. A situação teria sido regularizada posteriormente, sem qualquer registro de utilização da arma ou risco a terceiros.

A deputada também contestou a interpretação de que já haveria denúncia recebida pela Justiça. De acordo com seus advogados, o processo ainda se encontra em fase preliminar, com diligências em andamento e sem manifestação conclusiva do Ministério Público.

Outro ponto destacado pela defesa diz respeito à suposta recusa ou frustração de um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP). Segundo a versão apresentada, não houve intimação pessoal válida da deputada para participação em tratativas, o que afastaria qualquer conclusão sobre desinteresse ou descumprimento.

Ainda conforme a defesa, o próprio Ministério Público teria adotado medidas compatíveis com reavaliação da fase inicial do caso, como a solicitação de certidões de antecedentes, indicando que o procedimento segue em análise.

No mérito, os advogados sustentam que não se trata de porte ilegal de arma, mas, no máximo, de uma questão administrativa relacionada a prazos e documentação. Acrescentam que a Polícia Federal teria reconhecido posteriormente o direito à renovação do porte, considerando os riscos à segurança da parlamentar.

Diante disso, a deputada afirma que a reapresentação do caso sem esses elementos pode induzir a interpretações equivocadas. Ela reitera que não houve crime, denúncia formal aceita pela Justiça ou uso da arma, mas apenas uma irregularidade administrativa já resolvida, destacando que não se opõe à cobertura jornalística, desde que haja rigor na apuração e fidelidade aos fatos.

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