- 11 de agosto de 2025
Comitiva da ONU aprova planos de segurança, saúde e mobilidade para a COP30
A Comitiva do Departamento de Salvaguarda e Segurança das Nações Unidas (UNDSS) aprovou os planos de segurança, saúde e mobilidade apresentados pelos governos federal, estadual e municipal para a Conferência das Partes (COP30), marcada para novembro deste ano em Belém. A avaliação positiva foi dada após inspeções realizadas entre os dias 6 e 8 de agosto, que incluíram visitas a locais do evento, hospedagens, sistemas de transporte e estruturas de atendimento médico.
Segundo o governo do Pará, a expectativa é receber cerca de 50 mil participantes, entre autoridades, lideranças e delegações internacionais. O Parque da Cidade, que será o principal palco da conferência, foi um dos pontos vistoriados. O espaço abriu ao público em junho, mas deve ser fechado na próxima semana para preparação final.
Na área de segurança, mais de 10 mil agentes e militares atuarão em operação integrada, envolvendo Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Gabinete de Segurança Institucional, Segup e Segbel. A ação incluirá bloqueios em vias estratégicas, barreiras de fiscalização e rotas exclusivas para comboios de chefes de Estado, incluindo o presidente Lula.
O plano de mobilidade prevê 240 ônibus exclusivos para transporte até o Parque da Cidade, que abrigará a Blue Zone, além de cerca de 100 veículos para deslocar os 5 mil participantes hospedados em navios cruzeiros ancorados no Porto de Outeiro, a 20 km do local.
Na saúde, a rede de atendimento contará com hospitais regionais, prontos-socorros, unidades privadas e protocolos especiais do Samu. Entre as unidades de referência estão o Hospital Regional Dr. Abelardo Santos, o Pronto-Socorro Dr. Roberto Macedo, o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e o Hospital da Mulher do Pará. Apesar do planejamento, a Defensoria Pública da União e o Ministério Público do Pará já manifestaram preocupação com a suspensão temporária do funcionamento do PSM da 14 durante o evento.
A hospedagem segue como um dos maiores desafios para a COP30. A alta demanda e os preços elevados levaram até mesmo o presidente da Áustria a cancelar a participação. O governo brasileiro afirmou que busca soluções para reverter desistências e garantir a presença de lideranças internacionais.