• 20 de agosto de 2025

Comandante de embarcação que colidiu contra Ponte de Outeiro paga fiança de R$ 12 mil e é solto

Reprodução: Ascom/PCPA

O comandante do rebocador Confiança IX, que colidiu contra a ponte em construção sobre o Furo do Maguari, em Outeiro, Belém, no último domingo (17), foi liberado nesta terça-feira (19) após audiência de custódia. A Justiça determinou o pagamento de uma fiança de R$ 12.144, o que foi feito e Mário do Carmo de Sousa Lima vai responder em liberdade pelos crimes de colocar em risco a segurança da navegação e causar danos ao patrimônio público.

Acidente e impactos na obra

A embarcação, de propriedade da empresa Majonav Transporte Fluvial, atingiu a parte central da ponte, arrancando andaimes e estruturas de apoio usadas por soldadores. Apesar da colisão, o governo do Pará informou que não houve danos à estrutura principal da obra, que segue em andamento com 84% de execução concluída. O cronograma, que prevê entrega em setembro, não foi alterado.

A ponte, avaliada em R$ 101 milhões, tem 414 metros de comprimento e 10,5 metros de largura, com vão central estaiado e altura de navegação definida pela Marinha. O projeto integra um conjunto de mais de 30 obras voltadas à mobilidade urbana para a COP30, incluindo a ligação entre um porto de cruzeiros em Outeiro e espaços oficiais da conferência, como o Parque da Cidade.

Investigação em curso

Após o acidente, o comandante deixou o local e foi localizado pela Polícia Civil na casa de familiares, no bairro da Cremação. Outras seis pessoas que estavam a bordo foram ouvidas como testemunhas.

O rebocador foi apreendido no porto da empresa e passou por perícia. O laudo técnico vai integrar o inquérito conduzido pela Delegacia Fluvial, que apura as circunstâncias do acidente. Documentos da embarcação e da carga transportada também serão analisados com apoio da Marinha para verificar a regularidade da operação.

Nota da empresa e reincidência

Em nota, a Majonav Transporte Fluvial alegou que maré, vento e correnteza provocaram o deslocamento da embarcação, causando a colisão. No entanto, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que a companhia já havia sido notificada anteriormente por incidentes semelhantes, caracterizando reincidência.

Perdas e inspeções

Segundo o governo, a colisão atingiu duas gaiolas utilizadas na construção e causou a perda de equipamentos como motores, cabos, bombas e andaimes metálicos. A Defesa Civil e a Polícia Científica do Pará realizaram inspeções no local e coletaram vestígios para análise técnica.

*Com informações de G1PA.

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