- 16 de fevereiro de 2026
Cientista brasileira Tatiana Sampaio desenvolve ‘cola biológica’ para tratar paralisia
A pesquisadora brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou repercussão internacional após divulgar resultados de um estudo que pode mudar o tratamento de lesões na medula espinhal. Depois de 25 anos de pesquisa, a equipe coordenada por ela desenvolveu a “polilaminina”, uma molécula derivada da placenta humana que atua como uma espécie de cola biológica capaz de reconectar neurônios rompidos.
Os resultados preliminares indicam recuperação de movimentos em pacientes com lesões consideradas graves. Segundo os dados apresentados, seis pessoas apresentaram melhora funcional após o uso da substância.
Entre os casos citados está o de Bruno Drummond, que voltou a andar e a dançar após o tratamento experimental.
A polilaminina foi desenvolvida a partir de componentes da placenta humana. A proposta da pesquisa é que a molécula funcione como um agente de reconexão neural, restabelecendo ligações interrompidas na medula espinhal após traumas.
Lesões na medula sempre foram tratadas como irreversíveis pela medicina. A condição afeta, segundo estimativas mencionadas no estudo, ao menos 15,4 milhões de pessoas em todo o mundo.
Com os resultados preliminares, a pesquisadora aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar os testes clínicos.
Caso os dados sejam confirmados nas próximas fases, o estudo pode representar um avanço significativo na neurologia e abrir novas possibilidades para o tratamento de paralisia causada por lesões medulares.