- 29 de dezembro de 2025
Casal agredido em Porto de Galinhas se pronuncia após episódio de violência: ‘Espero nunca mais voltar’
O casal de turistas envolvido em uma confusão com barraqueiros em Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, se manifestou no último domingo (28) por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. Eles relatam ter sido vítimas de agressões após um desentendimento sobre valores cobrados pelo aluguel de barracas e cadeiras na praia.
Com ferimentos visíveis no rosto, o personal trainer Johnny Andrade afirmou que ele e o companheiro, Cleiton Zanatta, ambos de Mato Grosso, foram atacados depois de questionarem a cobrança final, que, segundo o casal, era quase o dobro do valor acertado inicialmente.
“Quando fomos pagar a conta, o valor cobrado era outro, quase o dobro. Nós questionamos e eu falei: ‘Cara, não foi esse o valor que você havia combinado com a gente’. Eu disse que não pagaria e que pagaria apenas o que havia sido combinado. Ele afirmou que pagaríamos, sim, aquele valor, pegou uma cadeira e a jogou em mim. Tentei me defender, mas fui jogado no chão. Quando me dei conta, não era uma nem duas pessoas: havia cerca de 10 ou 15 em cima da gente, nos agredindo. Meu rosto ficou completamente danificado, e toda a lateral do meu corpo está machucada”, relatou Johnny.
Informações preliminares indicaram que a confusão teria começado após um turista agredir um trabalhador da praia, o que teria motivado a reação de outros barraqueiros. Com a chegada de mais pessoas que atuam na orla, o confronto se intensificou e ocorreu diante de banhistas e frequentadores do local.
O casal afirmou que pretende responsabilizar o poder público pelo ocorrido. “Intimo o prefeito a arcar com nossos prejuízos. Não vamos deixar isso barato. Já acionamos nossos advogados e vamos processar a prefeitura e o Estado de Pernambuco”, disse Johnny.
Segundo o personal trainer, durante a confusão alguns pertences do casal chegaram a desaparecer, mas foram recuperados posteriormente com o apoio da polícia. Ele também informou que o boletim de ocorrência só foi registrado horas depois, após a realização do atendimento médico. “Saímos da delegacia por volta da meia-noite. Primeiro tivemos de fazer todo o atendimento médico para depois registrar a ocorrência”.
Abalados e temendo novos episódios de violência, os dois afirmaram que permanecem no hotel. “Estamos trancados no quarto, tentando antecipar a volta para o Mato Grosso. Espero nunca mais pisar neste lugar”, declarou Cleiton.