- 9 de janeiro de 2026
Búfalo Carabao e Lucinha Bastos são reconhecidos como patrimônio cultural imaterial do Pará
O búfalo Carabao passou a integrar oficialmente o patrimônio cultural de natureza imaterial do Pará. A medida foi sancionada nesta segunda-feira (6) e reconhece a importância histórica, econômica, social e cultural do animal, especialmente para as comunidades da Ilha do Marajó.

Presente no cotidiano marajoara há décadas, o Carabao desempenha papel fundamental em diferentes atividades, como a pecuária, o transporte em áreas alagadas, o policiamento montado, a produção de couro e a culinária regional. Além do uso prático, o búfalo também se consolidou como símbolo cultural da região, presente em manifestações populares, projetos artísticos e na identidade local.
A Ilha do Marajó, no nordeste do Pará, abriga o maior rebanho de búfalos do Brasil, o que reforça a relevância do Carabao para a economia e a cultura do estado. O reconhecimento oficial valoriza esse vínculo histórico entre o animal e as populações tradicionais, além de fortalecer ações de preservação cultural.
O título concedido ao Carabao faz parte de um conjunto de leis aprovadas pela Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) e sancionadas pelo Governo do Estado, ampliando a lista de bens culturais oficialmente protegidos.
Outros patrimônios reconhecidos
No mesmo pacote legislativo, a lambada também foi declarada patrimônio cultural imaterial do Pará. O ritmo e a dança, que ganharam projeção nacional e internacional, passam a integrar formalmente o conjunto de expressões culturais reconhecidas pelo Estado.
Além disso, o Grupo Musical Canto de Várzea recebeu o título de patrimônio cultural de natureza material e imaterial, em reconhecimento à sua contribuição para a música amazônica. Já a obra musical de Lucinnha Bastos de Araújo foi declarada patrimônio cultural imaterial, destacando sua relevância para a identidade artística e cultural paraense.