• 5 de janeiro de 2026

Belém enfrenta endemias típicas do início de ano, e a batalha é de casa em casa

Ag. Pará

Quando chega janeiro, toda Belém sabe que expõe seu lado tropical chuvoso ao risco de doenças de verão. Especialmente as que são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Esse período quente e úmido favorece a proliferação de vetores e, com isso, recordes históricos de arboviroses no Brasil nos últimos anos lembram que ninguém pode baixar a guarda.

A dengue é a doença viral mais prevalente nesta época. Causa febre alta, dores no corpo e manchas vermelhas. É a arbovirose que lidera números de casos tanto em nível nacional quanto local. As arboviroses são doenças infecciosas causadas por vírus, transmitidos por artrópodes como o mosquito Aedes aegypti. O mesmo que também transmite Zika e Chikungunya, um trio que dá muito trabalho aos profissionais de saúde pública em Belém e todo o Brasil.

Outra doença prevalente nesta época é a malária, muito presente no Pará, mas que em outras regiões do país, embora com ciclos epidemiológicos distintos, esteja ligada mais a ambientes rurais e água parada.

Vigilância contínua

Em 2025, o Pará registrou queda de casos de dengue em relação ao ano anterior, com redução de cerca de 14% em todo o estado, de acordo com o Ministério da Saúde, mas ainda com milhares de infectados e dezenas de mortes confirmadas. Em janeiro de 2025, Belém tinha dezenas de casos confirmados, com declínio de mais de 80% em comparação a janeiro–fevereiro de 2024, segundo a Agência Belém. Entre 2020 e 2024, Belém somou mais de 7.500 arboviroses notificadas, sendo dengue a dominante, com 67% das ocorrências, seguida por chikungunya e zika.

Nacionalmente, houve centenas de milhares de casos de dengue registrados em 2025, com tendência de queda nos índices comparados a 2024, mas ainda com impacto significativo. Esses dados mostram que, ainda que tenha havido diminuição recente, o ciclo sazonal de transmissão permanece ativo e exige vigilância contínua.

Como se proteger 

*Eliminar água parada: Tampe caixas d’água, limpe calhas, descarte recipientes que acumulam água, locais ideais para reprodução do Aedes.

*Uso de repelentes e telas: Proteja a pele com repelentes adequados e instale telas em portas e janelas.

*Informação e vacinação: Embora a vacina contra a dengue esteja sendo ampliada, a informação sobre sintomas e busca por atendimento rápido são a chave para a prevenção. 

*Saneamento básico: Melhorias no saneamento urbano reduzem criadouros de mosquitos e outros vetores.

*Proteção individual contínua: Mesmo em queda, o risco persiste e a prevenção deve ser diária.

*Eliminar criadouros de mosquitos e quebrar o ciclo de reprodução do Aedes aegypti é a medida mais urgente. Uma simples tampa ou mudança de hábito pode reduzir dramaticamente o risco de dengue, zika e chikungunya.

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