- 5 de dezembro de 2025
Ato Mulheres Vivas acontece em Belém neste sábado, 6, contra o feminicídio
Belém recebe neste sábado (6) o ato “Mulheres Vivas”, mobilização nacional que reúne mulheres e a sociedade civil para denunciar o avanço da violência contra as mulheres e os recentes casos de feminicídio no país, além de exigir políticas públicas eficazes de proteção.
A concentração será às 8h, no Boulevard da Gastronomia, no bairro da Campina. Em outras cidades do Brasil, o ato ocorre no domingo (7), mas na capital paraense a data foi antecipada para não coincidir com o Enem.
O movimento acontece em meio a um cenário alarmante. Um estudo recente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que a Amazônia concentra algumas das maiores taxas de estupro e feminicídio do país, com municípios de fronteira apresentando índices até 70% superiores aos demais. No Pará, a violência contra a mulher aumentou 73,2% em 2024, com 388 registros, segundo o relatório Elas Vivem, da Rede de Observatórios de Segurança, colocando o estado como o 4º mais violento para mulheres no Brasil.
Em nota de convocação, o Movimento Nacional Mulheres Vivas destaca: “Diante do avanço do feminicídio e da violência de gênero no Brasil, precisamos ocupar as ruas em defesa da vida das mulheres, por políticas públicas de proteção, por justiça e por um país onde nenhuma mulher seja deixada para morrer”.
Casos chocantes expõem falhas na rede de proteção
O movimento reforça que a crise é profunda e estrutural. Entre os episódios recentes que chocaram o Pará, está o caso de uma adolescente de 13 anos, grávida após ser violentada pelo próprio pai no município de São Domingos do Capim, exemplo das fragilidades da rede de proteção especialmente no interior.
As organizações afirmam que, apesar da gravidade dos números, o estado não tem conseguido conter a escalada da violência. Entre as medidas urgentes cobradas estão:
- Agilidade na concessão de medidas protetivas;
- Ampliação do atendimento humanizado às vítimas;
- Fortalecimento da estrutura judicial para garantir acesso à Justiça em todos os municípios.
Mobilização pela vida
O ato deste sábado tem como objetivo dar visibilidade à “epidemia de violência” que atinge mulheres em todo o país, além de pressionar autoridades por políticas públicas efetivas. A manifestação também busca reafirmar solidariedade, união e força coletiva diante do avanço da violência de gênero.
A organização convoca toda a sociedade a participar e reforça que “viver com medo não pode ser parte da realidade das mulheres”.
