• 21 de fevereiro de 2026

Arquivo Público do Pará reabre nesta segunda-feira (23), com programação cultural e educativa

Foto: Divulgação/Agência Pará

O Arquivo Público do Estado do Pará retoma o atendimento presencial ao público a partir do dia 23 de fevereiro, em Belém, com uma programação especial que segue até 20 de março. A iniciativa marca a reabertura do espaço e reforça o papel da instituição na preservação da memória histórica e documental do estado, com atividades como exposições, palestras e visitas guiadas.

A programação de reabertura começa com a exposição “Mulheres na história da Amazônia: liberdade, poder e resistência”, que reúne documentos e registros sobre o protagonismo feminino na formação social, política e cultural da região. A mostra ficará aberta à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, no salão principal do Arquivo Público.

Além da exposição, o público poderá participar de visitas guiadas e de um ciclo de palestras voltado a estudantes, pesquisadores e interessados em geral. No dia 24 de fevereiro, às 9h, será realizada uma visita guiada aberta ao público, com convite especial para pessoas em situação de rua, trabalhadores do entorno do prédio e demais interessados.

Segundo o diretor do Arquivo Público, Leonardo Torii, a proposta é ampliar o acesso às ações educativas e diversificar o público atendido. “Esse patrimônio histórico documental é público e pertence a todos”, destacou.

No dia 27 de fevereiro, às 9h30, estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental da Escola Sistema de Ensino Rosana Bastos participam de uma visita educativa ao espaço. Já nos dias 28 de fevereiro e 7 de março, a partir das 9h, o local recebe uma série de palestras com pesquisadores e especialistas nas áreas de história, arquivologia e patrimônio documental.

Entre os temas que serão abordados estão a Cabanagem nos acervos paraenses, o uso de tecnologias como blockchain na autenticação da carteira nacional de vacinação digital, inteligência arquivística e transformação digital, estudos sobre arte em Belém, experiências de populações indígenas com doenças no século XIX, os desafios da reconstrução de trajetórias negras a partir de documentos históricos e a presença da Segunda Guerra Mundial no Pará.

De acordo com Leonardo Torii, a retomada das atividades presenciais era aguardada pela comunidade acadêmica e pela sociedade. Ele destaca que o Arquivo Público é um dos principais espaços de pesquisa histórica da Amazônia e que a reabertura deve impulsionar a produção de novos estudos e conhecimentos sobre a região.

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