- 8 de dezembro de 2025
Após expulsão do União Brasil, Celso Sabino diz ter sido “injustiçado”, reafirma apoio a Lula e mantém pré-candidatura ao Senado
O ministro do Turismo, Celso Sabino, se pronunciou na tarde desta segunda-feira (8) por meio de uma live nas redes sociais, poucas horas após ser oficialmente expulso do União Brasil. A decisão foi confirmada pelo partido em comunicado.
Durante a transmissão, Sabino afirmou ter sido alvo de uma punição injusta.
“Saio hoje do União Brasil com o sentimento de que fui injustiçado, mas não me acovardei. Coloquei os interesses do Brasil e do Pará acima de tudo. A história julgará os que fizeram isso. Permaneço ao lado do melhor presidente da história desse país e sigo com minha pré-candidatura ao Senado”, declarou.
A expulsão ocorreu depois que o ministro descumpriu uma orientação da cúpula partidária, que determinou que todos os filiados entregassem seus cargos no governo federal após o anúncio de rompimento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em setembro. Sabino, no entanto, optou por continuar no comando do Ministério do Turismo.
A decisão pela saída do ministro foi aprovada por 24 votos em votação secreta e confirmada por unanimidade pelo Conselho de Ética. Sabino, que é deputado federal licenciado, já respondia a um processo interno por infidelidade partidária e havia sido afastado de funções administrativas dentro da legenda. Com a desfiliação, ele fica livre para migrar para outro partido sem perder o mandato.
Em nota oficial, o União Brasil informou que a Comissão Executiva Nacional também aprovou uma intervenção no Diretório Estadual do Pará, que passa a ser comandado por uma Comissão Executiva Interventora. O partido reiterou que havia dado prazo de 30 dias para que todos os filiados deixassem funções no Executivo, o que não foi cumprido pelo ministro.