- 18 de dezembro de 2025
Adolescente de Ananindeua é conduzido à internação provisória por produzir e divulgar abuso sexual infantil na internet
O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) realizou, na quarta-feira (17), uma operação de busca e apreensão e de internação provisória contra um adolescente em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, suspeito de envolvimento em crimes de âmbito sexual praticados na internet. A ação investiga atividades criminosas ligadas a um grupo hospedado na plataforma Discord.
De acordo com o órgão, o adolescente é investigado por participação no grupo denominado “Luck’s Hell”, que, segundo as apurações, era utilizado para a produção, o compartilhamento e o armazenamento de conteúdo de abuso sexual infantil, além da prática de extorsão sexual. Nesse tipo de crime, vítimas são ameaçadas com a divulgação de imagens ou mensagens íntimas.
Durante a operação, os agentes apreenderam um computador e um aparelho celular que pertenciam ao adolescente, na casa dele. O jovem foi submetido à internação provisória por decisão da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Ananindeua. As investigações tramitam sob segredo de justiça.
Ainda segundo o Ministério Público, o adolescente é investigado pela prática de atos infracionais análogos a crimes como constrangimento ilegal, perseguição, corrupção de menores, divulgação de cenas de estupro ou de nudez, falsidade ideológica e produção, divulgação e armazenamento de pornografia infantil.
As investigações também apontaram que o jovem incentivava condutas extremistas, abuso sexual infantil, apologia ao nazismo e maus-tratos a animais, ampliando a gravidade dos fatos apurados, de acordo com o MP.
O Discord é uma plataforma de comunicação digital que permite a troca de mensagens de texto, voz e vídeo, sendo amplamente utilizada por adolescentes, especialmente para interação durante jogos online. Esse tipo de ambiente virtual tem sido explorado por grupos criminosos para a prática de ilícitos.
A operação, denominada Luckwzy, é coordenada pelas promotoras de Justiça Priscilla Moreira e Vyllya Sereni, da 1ª e 4ª Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de Ananindeua. A ação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Inteligência e Segurança Institucional (GSI), do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil.
O Ministério Público informou que as investigações continuam, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o combate a crimes praticados contra crianças e adolescentes no ambiente digital.