- 27 de dezembro de 2025
Açaí está mais caro em Belém neste final de ano, aponta Dieese
O preço médio do litro do açaí consumido em Belém registrou nova alta significativa em novembro de 2025, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA). Os reajustes superam com folga a inflação do período e pressionam o orçamento das famílias paraenses, especialmente neste fim de ano.
As pesquisas do Departamento, realizadas em feiras livres, pontos de venda e supermercados da capital, mostram que os aumentos registrados em novembro variaram entre 0,36% e quase 1%, a depender do tipo de açaí e do local de comercialização.
No caso do açaí do tipo médio, o preço médio do litro passou de R$ 20,43 em novembro de 2024 para R$ 28,12 em novembro de 2025. Apenas de outubro para novembro deste ano, os reajustes foram de 0,36% e 0,67%. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, a alta chega a 20,62%, enquanto nos últimos 12 meses o aumento é de 32,96%.
Já o açaí do tipo grosso apresentou elevação ainda mais acentuada. O preço médio saltou de R$ 30,31 em novembro de 2024 para R$ 40,30 em novembro de 2025, com alta de 22,37% no acumulado do ano e de 37,64% nos últimos 12 meses.
O Dieese/PA destaca que os reajustes do açaí superam em mais do que o dobro a inflação estimada para o período, que gira em torno de 3,80% no acumulado de janeiro a novembro de 2025 e cerca de 4,50% nos últimos 12 meses. Segundo o órgão, esse descompasso evidencia uma expressiva perda do poder de compra dos consumidores paraenses.
A análise também aponta grande variação de preços entre os pontos de venda. Na última semana de novembro, o litro do açaí tipo médio foi encontrado entre R$ 20,00 e R$ 30,00 nas feiras livres, enquanto nos supermercados os valores variaram de R$ 26,00 a R$ 27,99. Já o açaí tipo grosso custava entre R$ 30,00 e R$ 45,00 o litro nas feiras e entre R$ 38,99 e R$ 46,00 nos supermercados.
De acordo com a análise do Dieese, a tendência é de que os preços elevados persistam até o final de 2025 e avancem para o início de 2026. Entre os principais fatores que elevam os valores estão a entressafra do fruto, que reduz a oferta, o aumento dos custos de produção e logística, como transporte, energia e armazenamento, além da demanda aquecida nos mercados interno e externo e de impactos climáticos e operacionais que afetam a produtividade.