- 18 de maio de 2026
Petróleo sobe mais de 2% e mercado global reage à escalada da crise entre EUA e Irã
O mercado internacional de petróleo iniciou a semana em alta após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito envolvendo o Irã. O avanço das tensões no Oriente Médio elevou preocupações sobre o fornecimento global de energia e pressionou os preços da commodity nos mercados internacionais.
O barril do petróleo Brent, referência global, subiu 1,9% e chegou a US$ 111,31 nesta segunda-feira (18). Já o WTI, utilizado como referência no mercado norte-americano, avançou 2,3%, sendo negociado acima de US$ 107 por barril.
Os contratos futuros também registraram valorização durante a manhã. O Brent operava em torno de US$ 110,25, enquanto o WTI era negociado próximo de US$ 102,29.
Declarações de Trump aumentam pressão no mercado
A movimentação do petróleo ocorreu após Donald Trump afirmar que o “tempo está acabando” para o governo iraniano em meio ao impasse nas negociações envolvendo o conflito no Oriente Médio. O presidente norte-americano também voltou a comentar a situação do Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.
O mercado acompanha os impactos do fechamento parcial do estreito e das restrições impostas aos portos iranianos. Analistas avaliam que a continuidade do conflito pode manter a pressão sobre os preços da energia nas próximas semanas.
Estreito de Ormuz segue no centro da crise
O Estreito de Ormuz concentra parte significativa do fluxo global de petróleo e gás natural. Desde o início da escalada militar entre Irã, Estados Unidos e Israel, a região passou a registrar redução no tráfego marítimo e aumento no risco para embarcações comerciais.
Nos últimos dias, novos episódios envolvendo drones, apreensão de embarcações e ameaças militares aumentaram a cautela dos investidores e operadores do setor energético.
Bolsas internacionais registram queda
A alta do petróleo também impactou os mercados financeiros globais. Bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira diante do receio de aumento da inflação e desaceleração econômica mundial.
O índice Nikkei, do Japão, recuou 0,9%, enquanto Hong Kong perdeu 1,6%. Na Austrália, o principal índice caiu 1,4%. Os futuros das bolsas norte-americanas também operaram no vermelho após perdas registradas em Nova York na semana passada.
Além das bolsas, os títulos públicos dos Estados Unidos e do Japão tiveram alta nos rendimentos, refletindo o aumento das expectativas inflacionárias provocadas pela valorização da energia.
Mercado acompanha negociações internacionais
Investidores aguardam possíveis avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos, Irã e China. Apesar de declarações recentes sobre tentativas de reabertura do Estreito de Ormuz, ainda não há definição concreta sobre uma solução para o conflito.
Especialistas do mercado de commodities avaliam que a instabilidade geopolítica continuará influenciando o preço do petróleo e o comportamento das bolsas globais enquanto persistirem incertezas sobre o fluxo de energia no Oriente Médio.