• 5 de maio de 2026

Família de adolescente morto em Ajuruteua pede júri popular para acusado de homicídio

A morte de um adolescente após um acidente de trânsito na praia de Ajuruteua levou familiares a pedir que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. A vítima, Pedro Henrique Rodilha dos Santos, de 14 anos, morreu em 1º de julho de 2025, após permanecer internado por 50 dias.

O acidente ocorreu em 11 de maio, quando um veículo colidiu com o carro onde estavam cinco pessoas da mesma família. Segundo o inquérito policial, o motorista investigado dirigia em alta velocidade e realizou uma ultrapassagem em local de curva, o que resultou na batida frontal.

O perfil criado pela família nas redes sociais passou a divulgar o caso e cobrar responsabilização. “Beber e dirigir em alta velocidade não é erro, é escolha”, diz uma das publicações.

De acordo com a investigação, o condutor do veículo é Maycon Douglas Gomes Teixeira, de 32 anos. Ele dirigia um carro alugado no momento do acidente. No outro automóvel estavam os pais da vítima e dois irmãos.

Testemunhas relataram que o veículo do investigado trafegava em velocidade incompatível com a via e teria invadido a contramão. Uma das pessoas ouvidas afirmou à polícia que presenciou a ultrapassagem antes do impacto. O depoimento integra o inquérito.

Um dos sobreviventes, irmão da vítima, também relatou o momento da colisão. “Lembra do barulho do impacto e que ficou desacordado por alguns minutos. Ao acordar, viu que seu irmão estava em cima dele, com muito sangue”, disse.

Segundo o inquérito, o motorista recusou-se a realizar o teste do bafômetro no local. Ele foi autuado inicialmente por lesão corporal na direção de veículo, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.

O delegado responsável pelo caso solicitou a conversão da prisão em flagrante em preventiva, mas o investigado foi liberado após pagamento de fiança e responde ao processo em liberdade.

Pedro Henrique foi socorrido e transferido para uma unidade hospitalar em Belém, onde permaneceu internado. O pai ficou hospitalizado por mais de um mês, enquanto os demais ocupantes sofreram ferimentos.

Após a morte do adolescente, o enquadramento do caso foi alterado para homicídio doloso, quando há entendimento de que o condutor assumiu o risco de causar o resultado.

O relatório da polícia aponta indícios de imprudência na condução do veículo. Com a mudança de tipificação, o caso pode ser submetido a júri popular.

Nas redes sociais, a família mantém mobilização e pede que o processo avance para julgamento. “Exigimos que o acusado responda por homicídio doloso e que o caso seja levado a júri popular”, afirma publicação.

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