- 30 de abril de 2026
Sem Parazão e Copa Norte, Remo não se encontra na temporada e vive drama na Série A
O Clube do Remo vive um dos momentos mais complicados da temporada e caminha para um rebaixamento melancólico. De volta à Série A do Campeonato Brasileiro após 32 anos, o Leão Azul acumula alguns fiascos em 2026, somado a troca de diretoria, troca de treinador e inchaço de elenco.
No campeonato considerado a prioridade do ano, a equipe azulina tem apenas uma vitória em 13 partidas e ocupa a penúltima colocação na tabela. Já no Parazão, perdeu o título para o maior rival e na Copa Norte foi eliminado de forma precoce.
Osorio e a pré-temporada longe de casa
O planejamento do time começou em dezembro de 2025, quando o Leão anunciou Juan Carlos Osorio, depois de não renovar com Guto Ferreira. Osorio teve duas semanas antes de iniciar a temporada para treinar e conhecer os atletas e, como o clube não tem CT disponível em Belém, a solução foi ir para Pernambuco utilizar o do Retrô.
A estreia do colombiano foi com o título de campeão da Supercopa Grão-Pará, mas depois oscilou entre Parazão e Brasileirão enquanto buscava um time titular. Dessa forma, sem vencer na Série A e insistindo em atletas que não viviam um bom momento, acabou não resistindo a uma derrota na primeira partida da final do Campeonato Paraense para o Paysandu e foi demitido após 14 jogos, somando quatro vitórias, sete empates e duas derrotas.
Elenco inchado e o peso dos investimentos
Além disso, com mais de 40 jogadores no elenco, o Remo tem que lidar com o rodízio de jogadores desde o início da temporada. Apesar dos esforços, a diretoria não consegue negociar alguns atletas devido à vitrine que a Série A promove aos jogadores. Entretanto, a situação ficou mais complicada tendo em vista algumas contratações que chegaram com status de titular absoluto e não se firmaram.
Um dos casos específicos é o de Leonel Picco, contratação mais cara da história do Remo e que jogou sua última partida na Copa Norte, em um duelo com a equipe azulina já eliminada, apenas para cumprir tabela. O jogador de 27 anos estava no Platense, da Argentina, onde foi campeão nacional e era peça fundamental no meio de campo da equipe. No Leão, Picco chegou a ser titular em algumas partidas, mas a troca de técnico não o ajudou.
Instabilidade na diretoria
Outro fator importante na temporada do Remo, e que se deu no início do ano, foi a saída repentina do diretor executivo Marcos Braz. Entre altos e baixos, Braz trouxe jogadores que se tornaram fundamentais para o acesso à Série A, como: Diego Hernández, Nico Ferreira, Panagiotis, Kayke Almeida e João Pedro, além de melhorar alguns aspectos da estrutura do clube. Porém, sua saída foi rápida, tal qual sua chegada, em meio a polêmicas de discordância entre ele e o presidente Tonhão.
Para suprir o lugar deixado por Marcos Braz, Luís Vagner Vivian foi anunciado como novo diretor executivo de futebol. Vivian era dirigente há duas temporadas no Grêmio e foi dispensado pelo Tricolor Gaúcho logo após a disputa do Campeonato Brasileiro, em meio a uma mudança de gestão realizada pelo presidente Odorico Roman.
Drama matemático no Z-4
A fase ruim que assombra o Leão de Antônio Baena parece longe de acabar, já que, mesmo que volte a vencer neste sábado (2), os azulinos não deixam a zona de rebaixamento. Com apenas oito pontos, o Remo é o vice-lanterna e encara o Botafogo, que não perde há nove partidas, no Rio de Janeiro. Caso vença, o Leão só chega a 11 pontos, o que não é suficiente para deixar o Z-4, tendo em vista que o Internacional (primeira equipe fora da zona) está com 14 pontos.