- 10 de abril de 2026
Influenciador Breno Faria, o “Café com Teu Pai”, é denunciado ao MPF; entenda
O influenciador digital e policial rodoviário federal Breno Faria, conhecido como “Café com Teu Pai”, tornou-se alvo de uma denúncia protocolada no Ministério Público Federal (MPF). A solicitação pede a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades no exercício do cargo e de seus conteúdos nas redes sociais, classificados como misóginos.
A representação foi assinada pela deputada federal Ediane Maria (PSOL-SP) e pela advogada Natália Szermeta Boulos. O documento afirma que o conteúdo publicado por Breno tem caráter discriminatório e misógino, além de apontar uma “intensa atuação como influenciador digital, com milhões de seguidores e uma significativa monetização de conteúdo”, incompatível com o cargo.
Conhecido por seus vídeos sobre relacionamentos e comportamento feminino, o agente se apresenta como um influencer e curador que ajuda mulheres a entenderem o “universo masculino” e assim, conquistarem um par. Em seus conteúdos, diversas atitudes do âmbito feminino são classificadas como “sem valor” ou “erradas”, o que ajudou a motivar as denúncias. Apesar disso, Breno nega ser um RedPill.
Com 31 anos, o agente soma mais de 2 milhões de seguidores em suas redes sociais. O crescimento em sua audiência passou a se intensificar em 2025, quando passou a assinar como “Café com Teu Pai”, uma referência ao livro motivacional “Café com Deus Pai”.
Na denúncia protocolada, aponta-se que grande parte do conteúdo publicado por Breno apresenta “uma forte carga de estereotipação e desqualificação de mulheres”. Entre um dos exemplos protocolados na ação, está um vídeo em que o influenciador classifica mulheres com múltiplos parceiros como “vagabundas”, enquanto que homens na mesma posição cumprem um papel “de sua natureza”.
No conteúdo, Breno recorre a uma analogia simplória, no qual afirma que “uma chave que abre todas as fechaduras é uma chave mestra”, enquanto “uma fechadura que abre por qualquer chave não presta pra nada”.
Outro fator apontado na denúncia é a exploração comercial da atividade digital. As acusações pedem à PRF e ao MPF que investiguem possíveis infrações administrativas, inclusive o uso indevido de fama para a promoção de produtos, além da publicidade.