• 31 de março de 2026

MORTES EVITÁVEIS

A recente paralisação da neurocirurgia no PSM da 14, por ausência de contrato e falta de neurocirurgiões por mais de uma semana, ressuscitou um problema que se repete em Belém há anos. A Defensoria Pública denunciou riscos de mortes evitáveis em traumas e emergências neurológicas pela carência de especialistas nesta referência de urgência. A falta de neurocirurgiões agrava a resposta a casos que exigem intervenção imediata e já motivou ação judicial contra a Prefeitura.

CRISES HISTÓRICAS

O gargalo no PSM da 14 não é novo. Em 1º de maio de 2012, uma confusão tomou a frente do Pronto Socorro por falta de neurocirurgião em pleno feriado, com ambulâncias paradas pela desassistência. E em novembro de 2011, um jovem de 19 anos morreu após esperar cinco dias por cirurgia no PSM sem que um neurocirurgião fosse enviado, segundo reportagem da época. Essas lacunas repetidas ao longo de mais de uma década ilustram um padrão de fragilidade que frequentemente expõe pacientes a riscos graves, óbitos evitáveis e omissões perturbadoras da prefeitura.

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