• 19 de março de 2026

Seis pessoas são presas em operação contra grupo suspeito de estelionato e lavagem de dinheiro

Foto: Reprodução/ PCPA

Seis pessoas foram presas durante a segunda fase da operação “Concreto Armado”, realizada desde as primeiras horas desta quinta-feira (19) pela Polícia Civil do Pará para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes e lavar dinheiro em vários estados do país.

A ação foi coordenada pela Seccional Urbana de São Brás, vinculada à Diretoria de Polícia Metropolitana (DPM), e cumpre 42 mandados judiciais expedidos pela Justiça da Região Metropolitana de Belém, sendo nove de prisão. Ao todo, cerca de 120 policiais atuam no Pará. No Paraná, aproximadamente 100 agentes também participam da operação, além de equipes mobilizadas em Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina. Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 29 mil em dinheiro, duas armas de fogo, um colete balístico e diversos equipamentos eletrônicos.

O caso teve início após a denúncia de uma síndica de um condomínio em Belém, que relatou ter contratado uma empresa fictícia para um serviço de concretagem. Os suspeitos utilizavam nomes semelhantes aos de empresas reais para dar aparência de legalidade às transações. De acordo com as investigações, o grupo criminoso se passava por uma empresa especializada em serviços de construção e concretagem para enganar clientes. As vítimas eram atraídas por meio de publicidade fraudulenta e falsas centrais de atendimento, sendo levadas a realizar pagamentos por serviços que nunca eram executados.

As apurações, que se estenderam por meses, apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação em âmbito nacional e uso de “laranjas” para movimentação financeira e ocultação de recursos. Há registros de vítimas no Pará, Mato Grosso e Minas Gerais, o que reforça o caráter interestadual do esquema.

Na primeira fase da operação, a Polícia Civil conseguiu identificar os envolvidos e mapear suas movimentações financeiras. Com autorização da Justiça e parecer favorável do Ministério Público, foi determinado o afastamento do sigilo bancário dos investigados e das empresas utilizadas no esquema.

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