• 18 de março de 2026

Autora de “Pé de Caju” cumpre agenda em Belém com obra inspirada na cultura paraense

Foto: Divulgação

A escritora, pesquisadora e cineasta Thabata Vecchio, autora do livro infantojuvenil “Pé de Caju”, estará em Belém entre os dias 20 e 23 de março, onde cumpre agenda com entrevistas e participa de encontros voltados à literatura, cultura e educação.

Inspirada na capital paraense e nas culturas populares brasileiras, a obra reúne fotografia, ilustração e narrativa para abordar temas como identidade cultural, memória e pertencimento. A história acompanha os jovens Sandra e Lico, que, partindo de Suzano, em São Paulo, embarcam em uma jornada imaginativa pelo Brasil, explorando símbolos como o Boi-Bumbá, o muiraquitã, uma fita azul misteriosa e um pé de caju encantado.

Resultado de pesquisas sobre culturas populares e da experiência da autora como arte-educadora e gestora escolar, “Pé de Caju” aposta na integração de linguagens para construir uma narrativa sensível sobre o imaginário brasileiro. O livro conta com fotografias de Larissa Souza e Lorraine Moreira, além de ilustrações de Natalia Rodrigues, compondo uma estética que combina registros urbanos com elementos visuais que ampliam a realidade para um universo simbólico e poético.

Segundo Thabata Vecchio, a proposta da obra é convidar o leitor a olhar o Brasil com mais atenção e curiosidade, valorizando histórias, tradições e memórias que formam a cultura do país. A relação afetiva com Belém também atravessa o processo criativo do livro. A autora costuma se referir à cidade como sua “segunda casa” e destaca a forte presença das manifestações culturais locais como fonte de inspiração.

“Belém me provoca a olhar com mais atenção para as histórias e para as pessoas. É uma cidade com uma energia muito própria, onde a cultura popular se manifesta de forma natural no cotidiano. Esse encontro acabou atravessando o processo criativo e ajudou a construir o universo de ‘Pé de Caju’”, afirma.

Durante a produção da obra, as fotógrafas foram convidadas a registrar memórias de suas próprias cidades e experiências, enquanto as ilustrações buscaram traduzir, de forma onírica, elementos das culturas populares brasileiras pesquisadas pela autora.

O resultado é um trabalho que propõe apresentar o Brasil como um território plural, marcado por encontros culturais, por um imaginário coletivo e por histórias que atravessam gerações.

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