• 16 de março de 2026

Pesca ameaçada

Os pescadores da ilha do Combu são afetados diretamente pelo aumento do interesse de turistas pelo local, sem as devidas providências das autoridades. Joelson da Cunha contou à Folha de S.Paulo que o desfile de lanchas, jet-skis e rabetas virou rotina e a marola espantou os peixes e camarões de forma preocupante. Antes, o pescado artesanal garantia almoço e janta. Hoje não. Moradores dizem que o tráfego acelerado afugenta espécies e torna perigoso sair para pescar. Turismo cresce. A pesca… afunda.

Turismo predatório

Enquanto o fluxo de embarcações aumenta na Ilha do Combu, a fiscalização parece navegar em câmera lenta. Acidentes já viraram notícia: colisões entre lanchas e jet-skis deixaram feridos e até morte após marola violenta já foi registrada. Moradores chegaram a protestar pedindo controle de velocidade e mais presença das autoridades. No rio, a lei das ondas segue firme: quem tem motor grande passa e quem pesca que se equilibre. Se o turismo fortalece a economia, o prejuízo dos pescadores enfraquece a comunidade.

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