- 11 de março de 2026
Ex-subsecretário e pai de acusado em estupro coletivo em Copacabana é dado como desaparecido pela família
A família de José Carlos Costa Simonin, ex-subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do governo de Cláudio Castro, informou nesta terça-feira, que ele está desaparecido. A base do Segurança Presente de Copacabana recebeu informações de que o homem foi visto pela última vez no bairro, na Zona Sul do Rio. Segundo o comunicado divulgado pela mãe de Vitor Hugo, José Carlos Simonin estaria desorientado e possivelmente em surto. A família pede que qualquer pessoa que tenha informações sobre o paradeiro dele entre em contato imediatamente.
— Meu marido sumiu. Estamos contando com a ajuda de amigos para localizar — disse a mãe de Vitor Hugo, esposa de José Carlos Simonin, ao GLOBO.
Segundo ela, o pai de Vitor Hugo teria desaparecido no início desta terça-feira e estaria desorientado. O alerta divulgado traz os seguintes dados:
- Nome: José Carlos Simonin
- Sexo: masculino
- Morador: Copacabana
- Condição: desorientado, possivelmente em surto
Envolvimento recente em polêmica
O desaparecimento ocorre poucos dias após Simonin se envolver em uma polêmica relacionada ao caso de estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos ocorrido em Copacabana, no dia 31 de janeiro.
Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, um dos jovens acusados de participar do crime. Ao concluir a investigação, a 12ª DP (Copacabana) indiciou Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin, Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho por estupro qualificado cometido em concurso de pessoas.
Nos últimos dias, o advogado da vítima, Rodrigo Mondego, afirmou ter sido alvo de agressões verbais enviadas por Simonin nas redes sociais. Em uma troca de mensagens divulgada pelo advogado, o ex-subsecretário teria escrito: “Você também está querendo cinco minutos de fama. Vai trabalhar para pagar ‘às’ (sic) suas contas, vagabundo.”
Mondego respondeu dizendo que atua para que o filho do ex-subsecretário responda pelo crime na Justiça e afirmou avaliar a possibilidade de apresentar uma representação contra Simonin por coação no curso do processo, crime previsto no artigo 344 do Código Penal, que trata de violência ou intimidação contra partes envolvidas em processos judiciais.
Investigação do caso de estupro
O inquérito da polícia também analisou imagens de câmeras de segurança do prédio onde ocorreu o crime, registradas entre 19h24 e 20h42 do dia 31 de janeiro de 2026.
Segundo o relatório, as gravações mostram a chegada dos quatro jovens posteriormente indiciados ao apartamento, seguida da entrada da adolescente e do menor que a teria convidado ao local. Após o período dentro do imóvel, a vítima deixa o apartamento acompanhada do adolescente.
O documento aponta ainda que, depois que a jovem sai do campo de visão das câmeras, o menor retorna ao apartamento e volta a aparecer nas imagens fazendo gestos interpretados pela polícia como de “comemoração”, saindo em seguida sorridente.
Exoneração do cargo
Após a repercussão do caso envolvendo seu filho, José Carlos Simonin foi exonerado do cargo de subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do estado. O pedido de exoneração foi feito pela própria secretária Rosangela Gomes e encaminhado ao secretário da Casa Civil, Nicola Miccione, sendo publicado no Diário Oficial no dia 3 de março.