- 7 de março de 2026
Irã não vai se render aos EUA nem a Israel, diz presidente; Trump promete ampliar ofensiva
O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, disse neste sábado (7) que seu país não se renderá aos Estados Unidos ou a Israel, quando caças israelenses bombardearam um dos dois aeroportos de Teerã e provocaram um incêndio. No oitavo dia de conflito no Oriente Médio, Pezeshkian adotou um tom desafiador em relação ao homólogo americano, Donald Trump, que, além de exigir na sexta-feira a “rendição incondicional” de Teerã para pôr fim à guerra, afirmou que os EUA podem atacar o país “muito duramente”.
“Os inimigos levarão ao caixão o seu desejo de que o povo iraniano se renda”, disse em um discurso transmitido na televisão pública iraniana neste sábado.
Horas depois, o presidente Trump afirmou que os Estados Unidos atacarão o Irã “muito duramente hoje” e ameaçou ampliar a ofensiva para atingir novos alvos.
“Sob séria consideração para sua completa destruição e morte certa, devido ao mau comportamento do Irã, estão zonas e grupos de pessoas que não haviam sido considerados como alvos até este momento”, escreveu em sua plataforma Truth Social.
Na publicação, o presidente americano disse ainda que o Irã só “se desculpou e se rendeu diante de seus vizinhos do Oriente Médio” por causa do “ataque implacável dos Estados Unidos e de Israel”. Ele também criticou o país, afirmando que “já não é mais o ‘valentão do Oriente Médio’; agora é ‘O PERDEDOR DO ORIENTE MÉDIO!’ e continuará sendo assim por muitas décadas, até se render ou colapsar completamente”.
A ofensiva israelense-americana começou em 28 de fevereiro. Nesse mesmo dia, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos, que estava no poder desde 1989, foi morto em um ataque aéreo.
Desde então, o Irã, alvo de centenas de ataques aéreos americanos e israelenses, lançou drones e mísseis contra as monarquias árabes do Golfo — que abrigam bases americanas — e contra Israel.
Também houve ataques com mísseis contra Chipre, país que abriga duas bases militares britânicas, o Curdistão iraquiano, onde Washington mantém tropas, e o Azerbaijão.
Dez pessoas morreram em Israel e 13 nos países do Golfo desde o início da guerra.
Redação Cidade 091 com informações de O Globo.