- 3 de março de 2026
Violência contra as mulheres se tornou ‘emergência global’, diz ONU
A violência contra mulheres e meninas atingiu um nível alarmante e já pode ser considerada uma emergência em escala mundial. O alerta foi feito pelo alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, durante discurso no Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, em Genebra.
Ao abordar o tema, Türk citou casos recentes que ganharam repercussão internacional e evidenciam a gravidade do problema. Entre eles, o do financista norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, e o da francesa Gisèle Pelicot, vítima de abusos organizados pelo ex-marido, Dominique Pelicot. Segundo o comissário, situações como essas expõem a dimensão da exploração e da violência enfrentadas por mulheres em diferentes partes do mundo.
“A violência contra a mulher, incluindo o feminicídio, constitui uma emergência global. Cerca de 50 mil mulheres e meninas foram assassinadas em 2024 em todo o mundo, a maioria por membros da família”, afirmou.
O representante da ONU também destacou a realidade no Afeganistão, sob o controle do Talibã desde 2021. De acordo com ele, as restrições impostas às mulheres configuram um sistema de segregação baseado no sexo. Türk ainda demonstrou preocupação com o crescimento de ataques direcionados a mulheres que ocupam cargos públicos, especialmente nas redes sociais, cenário que amplia os desafios para a garantia de direitos e segurança.