- 1 de março de 2026
Mais de R$ 18 milhões são pagos a agricultores da Amazônia por preservação de 90 mil hectares de floresta
Mais de 2,4 mil agricultores da Amazônia Legal começaram a receber, em fevereiro, cerca de R$ 18 milhões por manterem preservados mais de 90 mil hectares de floresta nativa em suas propriedades. Os valores pagos por meio do mecanismo de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) variam entre R$ 1,5 mil e R$ 28 mil, conforme o tamanho da área conservada. Ao todo, produtores de oito estados foram contemplados, sendo que 43% dos beneficiários são mulheres.
Os repasses fazem parte do projeto Floresta+ Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Este é o primeiro lote de pagamentos de 2026 referente ao edital 02 de 2024, que, segundo o ministério, já destinou mais de R$ 30 milhões aos agricultores e contribuiu para a conservação de mais de 150 mil hectares. Os valores são depositados pelo Banco da Amazônia diretamente na conta informada no ato da inscrição, e os beneficiários são comunicados por WhatsApp ou e-mail.
O pagamento é destinado a produtores que mantêm o Cadastro Ambiental Rural regular e preservam a área de vegetação nativa dentro da propriedade. O recurso pode ser utilizado livremente, sem necessidade de prestação de contas. Para a diretora de Políticas de Controle do Desmatamento e Incêndios do ministério, Roberta Cantinho, a iniciativa amplia o alcance da política ambiental. “Com o PSA, o Governo Brasileiro reconhece o trabalho e o esforço das famílias que produzem em suas pequenas propriedades e mantêm a floresta em pé”, enfatizou.
Além de reforçar a renda, parte dos agricultores utiliza o valor recebido para investir na produção e manter áreas como nascentes, igarapés e trechos de floresta preservados dentro das propriedades.