- 17 de fevereiro de 2026
Governo nega participação em enredo sobre Lula na Sapucaí após polêmica
O governo federal negou oficialmente qualquer participação na elaboração do enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Marquês de Sapucaí. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que não houve ingerência estatal na escolha artística da escola ou decisões judiciais que impedissem a apresentação.
A Advocacia-Geral da União recomendou que a Comissão de Ética da Presidência estabelecesse diretrizes de conduta para as autoridades federais durante o evento. As orientações focaram na proibição de recebimento de vantagens indevidas e no cuidado para que as manifestações não fossem configuradas como propaganda eleitoral antecipada.
O desfile da Acadêmicos de Niterói abriu o Grupo Especial do Rio de Janeiro narrando a trajetória de Lula desde a infância em Pernambuco até o Palácio do Planalto. O presidente acompanhou a exibição em um camarote municipal ao lado do prefeito Eduardo Paes e de diversos ministros de Estado.
A apresentação gerou debates jurídicos ao abordar temas sensíveis, como abuso de poder político e supostas ofensas a grupos religiosos no enredo. Tais pontos levaram o caso a ser discutido além da esfera da Justiça Eleitoral, envolvendo questionamentos sobre o uso de recursos e símbolos públicos.
Na avenida, a comissão de frente encenou momentos marcantes da política nacional, incluindo a sucessão presidencial e episódios de prisões de figuras públicas. A narrativa visual utilizou figuras caricatas para representar ex-presidentes e autoridades do Judiciário em um roteiro de forte teor crítico e político.
O encerramento do desfile priorizou a exaltação de programas sociais e marcas das gestões petistas ao longo das últimas décadas. A estrutura do evento buscou consolidar a imagem da “esperança” através da figura do operário que alcançou o cargo mais alto do país.