• 13 de fevereiro de 2026

André Mendonça é sorteado novo relator do caso Master no STF

Brenno Carvalho / Agência O Globo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado como novo relator do caso Master na corte após Dias Toffoli decidir deixar o posto. Como é de praxe, o novo nome à frente do processo foi escolhido por sorteio.

A decisão de Toffoli foi tomada após reunião convocada pelo presidente Edson Fachin, com os colegas da Corte para o apresentar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O relatório cita o nome do ministro Dias Toffoli.

A reunião começou por volta de 16h30 e terminou por volta de 19h, de acordo com a assessoria do STF. A reunião foi retomada e voltou por volta de 20h. “A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator'”, diz nota assinada pelos demais 10 ministros da Corte.

Segundo a nota, os ministros avaliaram não ser o caso de arguição de suspeição pelos achados que citam Toffoli no relatório encaminhado pela PF e reconheceram “plena validade dos atos praticados” pelo antigo relator. Os magistrados manifestaram ainda “apoio pessoal” a Toffoli.

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

Fonte: O Globo.

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