• 5 de fevereiro de 2026

Paysandu vai à FPF contra pênalti polêmico em derrota para a Tuna: ‘Maior absurdo’

Reprodução/Ascom Paysandu

A partida entre Tuna e Paysandu, vencida pelos cruzmaltinos por 1 a 0, foi decidida nos últimos minutos após a marcação de um pênalti polêmico, convertido pelo atacante Paulo Rangel, ex-Paysandu. Durante a coletiva pós-jogo, quem apareceu foi o diretor Marcelo Sant’Ana, que contestou o pênalti marcado a favor da Águia Guerreira e afirmou que o Papão vai formalizar uma ação na FPF (Federação Paraense de Futebol).

Durante a entrevista, Marcelo classificou a decisão como “Top três mais absurdas” que já viveu no futebol. “O Paysandu vai protocolar, respeitando os meios legais, a queixa junto à Federação Paraense (contra a marcação do VAR). Não vamos nos calar. Em 11 anos de carreira, essa situação (marcação do pênalti) está no top três das mais absurdas que eu vivi dentro do estádio. É um dos maiores absurdos”, ressaltou.

O árbitro de campo da partida, Olivaldo José Moraes, é filho do observador do VAR da partida, Olivaldo da Silva Moraes, o que gerou ainda mais questionamentos por parte do executivo do Paysandu: “Não sou daqui do Pará, mas o Olivaldo da Silva Moraes, o observador do VAR, é parente do árbitro?”. Os jornalistas presentes na sala de coletiva do Estádio Municipal de Augusto Corrêa confirmaram a informação.

No Regulamento Geral das Competições, não há uma regra específica que proíba a escalação de árbitros com grau de parentesco, apesar do questionamento de Sant’Ana.

A análise do VAR, divulgada nesta quinta-feira (05), alega que o zagueiro Castro usou o braço de forma imprudente. Entretanto, o executivo bicolor enfatizou que o defensor agiu de forma natural.

“A regra diz uma série de situações para contato físico. Você vê o lance desde a cobrança do lateral e o Castro (zagueiro do Paysandu) em momento algum olha para o atleta da Tuna. Nem ele olha para o nosso jogador. A bola é desviada, ele sobe naturalmente quando realiza o salto. Não muda a posição do braço em momento algum. É um braço natural, um movimento natural”, disse Marcelo Sant’Ana.

Na conversa com o árbitro de vídeo, Fernando Antônio Mendes de Salles, o árbitro de campo, Olivaldo José Alves Moraes, analisa a jogada e decide em favor da penalidade. “Vou reiniciar o jogo com tiro penal para a Tuna”, disse Olivaldo José Moraes.

O ex-Paysandu, Paulo Rangel, converteu a cobrança, marcando o primeiro gol da Tuna no Parazão e encerrando a sequência de vitórias do Papão.

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