- 30 de janeiro de 2026
Desemprego no Brasil cai para 5,1% em dezembro e renova mínima histórica
A taxa de desemprego caiu mais uma vez no Brasil, chegando a 5,1%, o menor patamar já alcançado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), em 2012. O número, que representa um mercado de trabalho ainda resiliente, apesar do nível elevado da taxa de juros, veio em linha com o esperado pelos analistas de mercado.
Com o resultado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira, a taxa média anual de desocupação chegou a 5,6% em 2025, renovando o recorde de 2024, quando tinha chegado em 6,6%. Essa taxa chegou a alcançar 14% em 2021, como consequência da pandemia de Covid-19.
A população ocupada também bateu recorde, chegando a 103 milhões de pessoas no trimestre encerrado em dezembro ante 101,3 milhões em 2024, enquanto 5,5 milhões de pessoas tentavam encontrar um emprego.
“Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destacou a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy.
Renda subiu no último ano
A renda média da população ficou em R$ 3.560, subindo levemente ante o trimestre encerrado em novembro (R$ 3.574), mas batendo recorde na comparação anual, ficando acima dos R$ 3.368 registrados em 2024.
Já a massa de rendimento chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, alcançando o maior valor anual da série, com alta de 7,5% em relação a 2024, quando ficou em R$ 336,3 bilhões.
Beringuy explica que esse aumento da renda tem relação com a expansão do emprego em atividades de serviços executados pela população de maior escolaridade, além do impulso de um aumento do salário mínimo.
“As atividades que mais expandiram a ocupação foram as de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais. Essas atividades concentram contingentes de trabalhadores mais escolarizados, com vínculos mais formalizados e rendimentos mais altos”, ressaltou.
Carteira e conta própria são recorde em 2025
Em 2025, os empregos com carteira alcançaram um nível recorde. Na comparação anual, o número de empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, com 1 milhão de pessoas a mais em relação a 2024.
Esse movimento foi acompanhado por uma redução dos empregados da iniciativa privada sem carteira assinada, que passou de 13,9 milhões para 13,8 milhões de pessoas na comparação anual.
Os trabalhadores por conta própria também chegaram ao maior nível da série, chegando a 26,1 milhões e crescendo em relação a 2024 (25,5 milhões).
Com isso, a taxa de informalidade seguiu em queda, passando de 39,0%, em 2024, para 38,1% em 2025.
Redação Cidade 091 com informações de O Globo.