- 29 de janeiro de 2026
Moraes veta visita de Valdemar e Malta a Bolsonaro e autoriza ida de novo líder da oposição na Câmara
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes autorizou nesta quinta-feira a visita do deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB), novo líder da Oposição na Câmara, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como “Papudinha”. O magistrado, no entanto, indeferiu o pedido de encontro feito pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e do senador Magno Malta (PL-ES).
Na decisão, Moraes afirmou que Valdemar é investigado em um “procedimento correlato” ao que Bolsonaro foi condenado no âmbito da trama golpista.
“A autorização de contato direto entre investigado e condenado em procedimentos correlatos apresenta risco manifesto à investigação e foi vedado em decisão anterior”, escreveu o ministro do Supremo.
Em relação ao senador do PL, Moraes afirmou que ele já tentou ingressar na unidade prisional “sem autorização” sob o pretexto “indevido” de “prerrogativas parlamentares” – o que teria gerado “riscos desnecessários à disciplina do Batalhão e à segurança do próprio sistema de custódia obstaculizando o deferimento do pedido”, complementou o ministro.
Moraes também autorizou a inclusão de um padre para prestar “assistência religiosa” a Bolsonaro. O ex-presidente já conta com as visitas de dois pastores evangélicos.
“Não há, portanto, impedimento para que o Padre Paulo M. Silva possa participar da prestação desse direito constitucional ao custodiado, que, também, poderá utilizar-se dos serviços de Capelania oferecidos naquela unidade”, disse o ministro do Supremo, no despacho.
O ministro também acatou ao requerimento da Polícia Militar do Distrito Federal de transferir as visitas de quinta-feira para os sábados. O motivo se dá porque nos fins de semanas há uma redução do “fluxo interno” de pessoas, o que confere maior “organização administrativa e segurança do local”.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por envolvimento em um suposto plano de golpe para se manter no poder após as eleições de 2022. A sentença foi dada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e tem Moraes como juiz da execução penal.
Redação Cidade 091 com informações de O Globo.