- 27 de janeiro de 2026
Canetas emagrecedoras ilegais são alvo de operação da Polícia Civil em três cidades do Pará
A Polícia Civil deflagrou, na segunda-feira (26), a operação Blue Pen, realizada em duas fases, com o objetivo de retirar de circulação 12 canetas emagrecedoras e hormônios comercializados de forma irregular nos municípios de Castanhal, São Miguel do Guamá e Irituia, no nordeste do Pará. A ação contou com apoio das polícias militares de Irituia e São Miguel do Guamá.
Na primeira fase da operação, após investigação conduzida pela Polícia Civil de Irituia, os agentes identificaram os fornecedores de uma rede de distribuição de anabolizantes e canetas emagrecedoras com origem no Paraguai. Um suspeito foi preso em flagrante ao oferecer substâncias controladas a um policial disfarçado. De acordo com a polícia, mensagens encontradas em grupos de aplicativos indicam que a venda dos produtos já ocorria de forma recorrente na região.
Com o investigado, foram apreendidos dez tipos de anabolizantes, entre eles durateston plus gold, enantato de testosterona, decanoato de nandrolona, nandrolona, drostanolona, hormônios femininos, testosterona de diferentes marcas e comprimidos de oxtoland, além de duas canetas emagrecedoras das marcas Lipoless e TG.
Na segunda fase da operação, as equipes se deslocaram até São Miguel do Guamá, onde localizaram o restante da carga ligada ao suspeito. No local, foram apreendidas mais dez canetas emagrecedoras, sendo dois frascos da marca TG e oito da marca Lipoless, além de dezenas de frascos de anabolizantes, seringas, agulhas, canetas para insulina, caixas térmicas, isopores e uma frasqueira utilizada para armazenar o material.
O veículo do investigado, um Honda Fit ano 2011, também foi apreendido e deverá ter a destinação solicitada à Justiça para uso por órgãos de segurança pública, conforme prevê a legislação.
Segundo a Polícia Civil, a operação Blue Pen integra um conjunto de ações voltadas à proteção da saúde pública. As canetas emagrecedoras apreendidas são consideradas de alto risco e tiveram a comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por meio de resoluções e portarias publicadas nos últimos meses. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.