• 26 de janeiro de 2026

MMA e Fiocruz monitoram contaminação por mercúrio em aldeia Kayapó no sul do Pará

Divulgação: Polícia Federal.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluíram a primeira etapa do monitoramento dos níveis de mercúrio na aldeia Gorotire, localizada na Terra Indígena Kayapó, no município de Redenção, sul do Pará. A ação ocorreu entre os dias 9 e 19 de janeiro e busca avaliar os impactos da exposição ao metal pesado na saúde das comunidades indígenas e nos ecossistemas aquáticos da região.

A aldeia Gorotire está situada nas proximidades do garimpo Maria Bonita, considerado o maior em funcionamento dentro de território indígena no sul paraense, o que eleva a preocupação com a contaminação ambiental causada pela mineração ilegal.

Ao todo, 209 indígenas participaram do monitoramento, que incluiu entrevistas, avaliações clínicas e a coleta de amostras ambientais e biológicas. Durante a etapa de campo, foram recolhidas 18 amostras de sedimentos, 21 amostras de água de rios da bacia do Rio Fresco, oito amostras de fontes de abastecimento humano e 51 peixes consumidos regularmente pelas comunidades locais.

As análises biológicas serão realizadas no Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), enquanto as análises ambientais ficarão sob responsabilidade do Laboratório de Biogeoquímica Ambiental W.C. Pfeiffer, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Além da aldeia Gorotire, participam do estudo indígenas das comunidades Bananal, Kriny, Ladeira, Las Casas, Marabá, Ngokongotire, Ponte e Redenção, ampliando o alcance da avaliação sobre os efeitos do mercúrio na região.

De acordo com a secretária substituta nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Thaianne Resende, os dados obtidos vão servir de base para políticas públicas. “O monitoramento vai subsidiar ações de proteção ambiental, de salvaguarda das populações indígenas e de enfrentamento dos impactos da mineração ilegal na Amazônia”, afirmou.

Antes do início das atividades em campo, representantes do MMA, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Redenção, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Kayapó do Pará, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Fiocruz participaram de reuniões de planejamento para definir o protocolo de pesquisa e as estratégias de atuação no território.

O trabalho integra o projeto “Impacto do Mercúrio em Áreas Protegidas e Povos da Floresta na Amazônia”, desenvolvido em parceria entre o MMA, a Fiocruz e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), com financiamento do Governo da Alemanha.

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