- 22 de janeiro de 2026
Acesso do Remo à Série A gera impasse financeiro entre Flamengo e Libra; entenda
O acesso do Clube do Remo à elite do futebol brasileiro em 2026 gerou um conflito financeiro imediato entre o Flamengo e a cúpula da Libra. A diretoria flamenguista exige uma solução para a ausência de reajuste no contrato televisivo, que agora contará com dez clubes do grupo na Série A, segundo o colunista do UOL, Rodrigo Mattos.
O regulamento atual prevê redução de repasses em caso de rebaixamento, mas ignora o aumento da receita quando um novo integrante, como o Leão, ascende à primeira divisão. Sem um aditivo que eleve o montante total, a entrada do time paraense provocará uma divisão maior do bolo fixo e prejuízo para todos os membros.
As projeções indicam que o Remo deveria receber ao menos R$ 90 milhões anuais, dependendo de sua audiência e desempenho técnico na competição. Caso o valor bruto de R$ 1,170 bilhão não seja alterado, cada equipe do bloco perderá cerca de R$ 10 milhões por temporada.
O Flamengo busca pressionar os diretores institucionais da Libra para que a Rede Globo aceite elevar o contrato para R$ 1,3 bilhão. Até o momento, a emissora se mantém irredutível, amparada por um documento jurídico que não prevê pagamentos extras pela inclusão de novos times.
A omissão da Libra é criticada nos bastidores, uma vez que o alerta sobre a possível vaga do Remo já havia sido feito em fevereiro de 2025. Mesmo com o aviso prévio, a gestão do grupo de clubes não conseguiu assegurar as garantias financeiras para a nova configuração do campeonato.
Os clubes já teriam assinado o aditivo para incluir formalmente o Remo no contrato de transmissão do Brasileiro de 2026. Agora, o foco das negociações é assegurar que a chegada do Fenômeno Azul não signifique uma redução nas cotas de televisão das demais potências nacionais.