- 19 de janeiro de 2026
Orelhões estão com os dias contados: após fim de concessão, aparelhos serão recolhidos de todo o país
Aparelhos quase indispensáveis para a comunicação no passado, mas hoje praticamente obsoletos com a difusão dos celulares, os orelhões estão com os dias contados no Brasil. Mais de 38 mil aparelhos — que ainda funcionam ou não — serão removidos das ruas de diversas cidades brasileiras.
A retirada começa a ser feita em 2026, já que se encerraram no ano passado as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com isso, elas não têm mais a obrigação de manter telefones fixos e orelhões nas ruas.
Em contrapartida, as empresas seguem com o compromisso de manter a oferta de serviços de telecomunicação por voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de qualquer tecnologia, em locais onde as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até 31 de dezembro de 2028.
Dos 38.354 orelhões ainda espalhados pelo país, mais de 33.346 ainda estão ativos, enquanto 4.497 estão em manutenção. A grande maioria deles (mais de 27 mil) está concentrada em São Paulo, embora estejam presentes em todos os estados do país. Na Bahia e no Maranhão ainda há mais de mil aparelhos. No Rio de Janeiro, por exemplo, há apenas 55 orelhões.
A Oi foi primeira prestadora a começar a adaptação e retirada dos orelhões. A Anatel deve divulgar em breve mais detalhes de como será com os aparelhos da Algar, Claro e Telefônica.
Já a Sercomtel ainda deve manter todos os orelhões em sua área de concessão — que inclui municípios de Londrina e Tamarana, no Estado do Paraná — até que a adaptação para o regime privado seja realizada.
(com informações de O Globo)