• 17 de janeiro de 2026

Tragédias como a do time do Águia marcam o esporte e a memória coletiva do Pará e do Brasil

Reprodução

O esporte brasileiro já construiu heróis e, mais de uma vez, viu esses mesmos ídolos terem seus caminhos tragicamente interrompidos. Do céu da Colômbia às estradas do interior, passando por um alojamento em chamas e as curvas da Via Anhanguera, estas são as histórias de perdas que entraram na memória nacional.

Na noite da última segunda-feira, a delegação sub-20 do Águia de Marabá, retornando da Copa São Paulo de Futebol Júnior, sofreu um grave acidente na BR-153, em Fátima (TO), quando o ônibus colidiu com um caminhão parado sem sinalização. O preparador físico Hecton Alves de Lima morreu no local. O técnico Ronan Tyezer e vários jogadores ficaram feridos e estão hospitalizados, gerando comoção no Pará e em clubes brasileiros, que prestaram solidariedade à família e ao time.

Em 28 de novembro de 2016, o país assistiu à perda que marcou décadas de futebol. O voo LaMia 2933, que levava a Associação Chapecoense de Futebol a Medellín (Colômbia) para a final da Copa Sul-Americana, caiu na encosta de Cerro Gordo, matando 71 das 77 pessoas a bordo, incluindo 19 jogadores e membros da comissão técnica. Entre as vítimas estava Lucas Gomes da Silva, atacante natural de Bragança (PA), conhecido por velocidade e habilidade e que teve passagem por clubes paraenses antes de chegar à Chapecoense. A tragédia uniu o país em luto, com estádios e ruas tomadas por torcedores e homenagens às vítimas, cuja lembrança reverbera até hoje.

O desastre também encerrou carreiras de atletas como Bruno Rangel, Dener Assunção Braz, Everton Kempes e outros, cujas trajetórias promissoras foram interrompidas quando o avião perdeu combustível e caiu perto do destino.

O dia 8 de fevereiro de 2019 também marcou a dor no calendário do futebol nacional. Um incêndio no alojamento juvenil do Clube de Regatas do Flamengo, o “Ninho do Urubu”, devastou um contêiner adaptado para dormitório. O fogo matou dez jovens jogadores, todos entre 14 e 17 anos – entre eles Athila de Souza Paixão, Christian Esmério Candido e Samuel Thomas Rosa – e deixou vários feridos, expondo falhas de segurança e gerando protestos de familiares por melhores condições para atletas em formação.

Nem apenas o futebol foi tocado pelo infortúnio. Em 22 de dezembro de 1981, uma tragédia rodoviária interrompeu a carreira de João Carlos de Oliveira, o “João do Pulo”, ícone do atletismo brasileiro. Após um acidente na Via Anhanguera, o recordista mundial do salto triplo teve a perna direita amputada, uma perda que comoveu o país e marcou sua vida e legado no esporte até sua morte em 1999. 

Os ônibus que não chegaram ao destino, a queda de um avião, as chamas que consumiram sonhos juvenis e as estradas que transformaram trajetórias são lembrados não apenas pelos nomes e datas, mas pelo luto coletivo que despertaram. Muitas vidas que se foram e uniram um país no pesar e na reflexão sobre segurança, cuidado e respeito por aqueles que vestem com orgulho as cores do esporte brasileiro.

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