- 16 de janeiro de 2026
Presidente da FPF prioriza saúde do Águia de Marabá e define hoje futuro da Supercopa Grão-Pará
O presidente da Federação Paraense de Futebol (FPF), Ricardo Gluck Paul, informou ao Núcleo de Esportes do Cidade 091, que a definição sobre a realização da final da Supercopa Grão-Pará será tomada em conjunto com a diretoria do Águia, respeitando o tempo de recuperação emocional e física do clube. A Federação busca oferecer conforto à equipe de Marabá antes de oficializar qualquer decisão sobre o calendário das competições estaduais.
“A gente tem que compreender toda a situação do Águia, eu acho que o Águia precisa também de ter conforto para definir o que vai ser melhor nesse sentido. Então a gente já está conversando com os clubes para compreender o que vai acontecer.”
Uma nota oficial com o veredito sobre o adiamento ou nova data da partida deve ser publicada pela entidade ainda no início da tarde desta sexta-feira (16). Ricardo reforçou que o olhar para a partida só se tornou possível agora, após a estabilização da crise e o suporte aos envolvidos no acidente.
“Então eu acho que até… meio-dia, uma da tarde, a gente deve soltar um comunicado sobre isso. Mas é importante dizer que agora que a gente tá olhando para isso, não era o foco, não era a nossa prioridade, muito pelo contrário, a gente tinha um problema muito maior pra resolver, que levou e consumiu toda a parte da noite, madrugada, então, agora que a gente vai começar a olhar para o jogo.”
Apoio humanitário
O presidente também detalhou os esforços imediatos da entidade para garantir a segurança e o acolhimento da delegação do Águia de Marabá após o acidente em Santa Rita (TO). Segundo o dirigente, a prioridade absoluta foi o suporte logístico aos atletas feridos e o alojamento dos demais integrantes em uma região de difícil acesso.
“Ontem a gente se dedicou muito ao apoiamento da situação aos atletas, tanto aos que se machucaram quanto aos que não ficaram gravemente feridos, ou seja, a gente precisava alojar os que precisavam de hospedagem, a gente precisava transferir alguns para o hospital, né? Entendendo que estávamos numa cidade distante, Santa Rita, no interior do Tocantins.”
A operação de resgate e suporte contou com uma rede de colaboração política e esportiva para agilizar os atendimentos durante a madrugada. Gluck Paul ressaltou que, paralelamente ao socorro médico, a FPF trabalhou na comunicação direta com as famílias dos jogadores para prestar informações oficiais e reduzir a angústia dos parentes.
“Então, cara, ao mesmo tempo, fazendo plano de ação para conversar e informar os familiares dos atletas sobre a situação. Cara, isso aí envolveu a Federação de Futebol de Tocantins, o presidente Leomar Quintanilha, que apoiou muito, o governador de Tocantins, o prefeito de Santa Rita.”
O mandatário enfatizou que as questões burocráticas e desportivas foram deixadas em segundo plano diante da gravidade do ocorrido com o ônibus da equipe marabaense. Para a gestão da FPF, o foco humanitário consumiu todo o tempo da diretoria desde o momento do choque até as primeiras horas desta manhã.
“Então, cara, a gente se dedicou muito a… Isso era o foco, tá? Isso era o principal ponto. Então, hoje, agora, ainda sob o impacto mais livre do choque da notícia, é que a gente vai começar a se debruçar sobre a solução, sobre o jogo, perfeito?”