• 8 de janeiro de 2026

Polícia investiga sob sigilo caso de mulher que alegou estar grávida em Belém; entenda

Um mistério envolvendo uma suposta gravidez pode estar sendo esclarecido. Uma mulher deu entrada em uma unidade hospitalar no bairro de Nazaré no início desta semana dizendo que estava grávida e que estaria já em iminente trabalho de parto. Ela afirmou a parentes e ao companheiro que teve o parto e que estava com o bebê em suas mãos, mas uma irmã, que a acompanhava, teria levado o bebê.

O companheiro da mulher resolveu saber mais sobre o que aconteceu e foi ao hospital, depois que a suposta grávida pediu que ele fosse embora da unidade antes do suposto parto.

A história

Segundo apuração, a mulher deu entrada na maternidade da Hapvida, unidade Layr Maia, no bairro de Nazaré, alegando estar em trabalho de parto e que o nascimento ocorreria naquele mesmo dia. Desde a chegada, no entanto, o comportamento chamou atenção: ela não permitiu a permanência do suposto pai da criança no hospital, pediu que ele fosse embora e afirmou que uma “irmã” ficaria responsável por acompanhar todo o procedimento.

Ainda no mesmo dia, a narrativa passou a apresentar contradições. A mulher disse inicialmente que chegou a segurar o bebê no colo, mas depois afirmou que a suposta irmã teria levado a criança para outro local. Em seguida, veio a informação de que o bebê teria morrido. Dois dias depois, a tal irmã desapareceu sem deixar qualquer identificação, assim como o bebê, que nunca foi visto.

Desconfiado, o pai procurou a maternidade em busca de esclarecimentos e recebeu a informação de que não havia qualquer registro de internação, pré-natal, nem parto ou nascimento em nome da mulher. A ausência de dados gerou rumores e especulações nas redes sociais, incluindo suspeitas de apagamento de registros e até de possível venda de bebê. Nada confirmado, nem provado. O pai então, foi à polícia e registrou um boletim de ocorrência.

A investigação avançou após a análise das câmeras de segurança da unidade hospitalar. As imagens mostram que a mulher entrou e saiu da maternidade sem sinais de gravidez, confirmando que não houve gestação nem parto. Com isso, a versão apresentada por ela fica cada vez mais insustentável.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso está sendo investigado em sigilo pela DATA – Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, e que outras informações não serão divulgadas neste momento para não comprometer o andamento das apurações.

Em nota, o hospital Informamou que a paciente foi atendida pela equipe médica seguindo todos os protocolos clínicos e legais. Durante o atendimento, foram realizados diversos exames, incluindo de imagem, que não evidenciaram qualquer sinal de gestação em curso. Também não foi identificado, em nenhum momento, qualquer sinal clínico compatível com o quadro relatado.

Ainda em nota, o hospital disse que ao longo dos atendimentos, a paciente não apresentou carteira de gestante nem exames anteriores que comprovassem acompanhamento pré-natal e reforçou que todos os atendimentos realizados pela equipe seguem critérios médicos rigorosos, pautados nos mais elevados padrões éticos e legais, com prioridade absoluta à segurança, ao cuidado responsável e ao bem-estar dos pacientes.

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